Seguros de viagem são altamente recomendados para qualquer tipo de deslocamento, seja nacional ou internacional, pois cobrem emergências médicas, cancelamentos de voos e outros imprevistos, conforme a apólice contratada. Embora planos de saúde locais nem sempre cubram eventos fora do estado de contratação, alguns países tornam o seguro viagem obrigatório para estrangeiros.
Ao planejar viagens, intercâmbios ou estadias fora do Brasil, é crucial verificar as exigências específicas de cada destino para evitar custos inesperados.
América do Sul
Na América do Sul, legalmente apenas Argentina, Equador e Venezuela demandam que os viajantes possuam seguro viagem. Para acessar a Argentina, a apólice deve cobrir despesas médicas e hospitalares, sem um valor mínimo estabelecido. Na Venezuela, o seguro de saúde deve garantir uma cobertura mínima de US$ 40 mil. O Equador exige cobertura para doenças e acidentes durante toda a viagem, sem valor mínimo, sendo a fiscalização mais rigorosa na área protegida das Ilhas Galápagos.
Em outros países sul-americanos, como Chile, Uruguai, Colômbia e o próprio Brasil (se houver recepção de visitantes estrangeiros), o seguro não é mandatório para a entrada, mas sua contratação é fortemente aconselhada.
Na América Central e Caribe, a posse da apólice é necessária para entrar em Cuba.
América do Norte
Os países da América do Norte — Canadá, Estados Unidos e México — não impõem a obrigatoriedade do seguro para a entrada. Contudo, recomenda-se manter a precaução, pois a ausência de seguro pode forçar o uso de serviços de emergência particulares, o que pode resultar em custos muito superiores ao previsto, especialmente nos Estados Unidos.
Europa
Os destinos mais populares na Europa seguem as normas do Espaço Schengen, uma área de livre circulação que engloba 29 nações, incluindo Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Romênia, Tchéquia, Suécia, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. Turistas de fora desta zona podem permanecer por até 90 dias a cada período de 180 dias para fins turísticos. A regra de seguro exige que a apólice cubra no mínimo € 30 mil em despesas médias e repatriação.
Países europeus que estão fora do Espaço Schengen possuem regulamentações próprias relativas aos documentos de entrada, devendo ser verificadas individualmente antes da viagem.
África
De modo geral, os países africanos não exigem seguro viagem para a entrada. Entretanto, existem exceções, como Zanzibar, na Tanzânia, onde a apólice é obrigatória para acessar o arquipélago. Além disso, nações como Angola e Argélia podem solicitar o seguro viagem vinculado ao visto, dependendo da categoria do visto solicitado.
Ásia
Na Ásia, Arábia Saudita e Catar exigem seguro viagem para a entrada de turistas, estando este seguro atrelado ao visto de entrada. No Nepal, embora a apólice não seja obrigatória para entrar no país, ela se torna compulsória se o viajante planeja realizar trilhas ou escaladas nas montanhas, como é comum entre estrangeiros que buscam o Everest.
Oceania
Para turistas em viagens curtas, não é necessário apresentar seguro para entrar nos países da Oceania. Em contrapartida, vistos de estudo de longa duração na Austrália requerem a comprovação do OSHC (Overseas Student Health Cover), um seguro específico para esse propósito, e outros vistos de longa duração possuem suas próprias exigências de seguro.
