De acordo com fontes da Guarda Civil confirmadas à Europa Press, os incidentes ocorreram durante a madrugada numa das áreas mais impactadas após a entrada massiva de migrantes, especificamente em El Trampolín e Benítez, zonas adjacentes.
Os migrantes aproveitaram uma posição elevada para lançar pedras contra o exército, embora não tenham sido registados danos pessoais ou materiais.
Foi oferecida aos 21 migrantes a opção de retornar voluntariamente a Marrocos ou comparecer perante o tribunal competente. Como não possuíam antecedentes criminais, todos decidiram regressar ao seu país, conforme relataram as fontes policiais.
A Associação de Tropas e Marinha Espanhola (ATME) manifestou o seu descontentamento com o episódio nas suas redes sociais, lamentando que este seja o terceiro incidente em dez dias.
As fontes da associação esclareceram à Europa Press que nenhum dos militares sofreu lesões graves.
Mais de 70.000 indivíduos entraram ilegalmente em Ceuta entre os dias 30 e 31 de julho. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou esta situação como uma «violação da integridade territorial de Espanha», responsabilizando as máfias de tráfico de seres humanos que teriam distorcido uma decisão recente sobre o regresso de migrantes que chegam a Espanha por mar.
Embora mais de 90% das pessoas que entraram ilegalmente no enclave espanhol no Norte de África, que faz fronteira com Marrocos, tenham deixado Ceuta nos dias seguintes, estima-se que pelo menos 5.000 permaneçam na cidade, incluindo muitos nas ruas.
Sánchez considerou que Espanha e a Europa foram vítimas de um ataque em Ceuta que utilizou a imigração, mencionando ainda o envolvimento de Israel e Rússia, além da amplificação de desinformação sobre o evento nas redes sociais.
