Explicação dos motivos pelos quais os aparelhos de ressonância magnética em hospitais não são desligados
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Aaj Tak
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Explicação dos motivos pelos quais os aparelhos de ressonância magnética em hospitais não são desligados

Em grandes hospitais, laboratórios de teste e centros de escaneamento, são utilizados aparelhos de ressonância magnética (RM). Afirma-se que, após serem ligados, essas máquinas nunca são desligadas, e isso é verdade. A seguir, é explicada a razão do funcionamento contínuo deste equipamento.

Desligar um aparelho de RM não é tão simples quanto desligar um interruptor elétrico, como ocorre com a maioria dos equipamentos médicos. Para parar um scanner de RM, é necessário um processo complexo e caro, que custa milhões. A principal razão reside na tecnologia necessária para o funcionamento desta máquina.

Dentro deste aparelho, estão instalados ímãs supercondutores que devem ser mantidos constantemente a uma temperatura próxima ao zero absoluto, ou seja, a -269 graus. É o hélio líquido, usado para resfriar esses ímãs, que exige o funcionamento contínuo da máquina. O hélio líquido mantém o resfriamento constante dos ímãs por meio de um sistema especializado de circulação criogênica.

O processo de desligamento de um aparelho de RM representa uma tarefa extremamente complexa e dispendiosa. Desligar significa parar um ímã potente e cessar a influência do seu campo magnético. Existem dois processos separados ao parar esta máquina, com consequências ambientais e econômicas distintas.

Quando é necessário desligar um scanner de RM, não é possível simplesmente desconectar a área magnética. Em vez disso, a equipe técnica deve encerrar o funcionamento da poderosa área magnética de forma segura, sem causar danos aos seus componentes sensíveis. Para isso, o sistema magnético deve ser desligado cuidadosamente através de um processo de controle especial chamado 'ramp-down'. Isso requer um dispositivo especial chamado fonte de alimentação do ímã. Este sistema especial remove sequencialmente a corrente que flui pelas bobinas magnéticas, mantendo o hélio líquido que sustenta a supercondutividade a uma temperatura de -452,2 graus Fahrenheit.

Além disso, a quantidade de hélio é limitada. Desligar um aparelho de RM cria o risco de danificá-lo. O custo do hélio atingiu níveis recordes, o que afeta negativamente a economia da operação de RM. Esta é a principal razão pela qual o desligamento de um aparelho de RM se torna economicamente muito caro. O custo de um ciclo de desligamento e posterior religamento pode variar de US$ 30.000 a US$ 40.000, fazendo com que a máquina permaneça em funcionamento.

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