O trabalho de comissário de bordo muitas vezes parece glamoroso e atraente para pessoas de outras áreas de atuação. No entanto, uma ex-comissária de bordo compartilhou aspectos não óbvios desta profissão, que se revelam com um estudo mais profundo do que apenas o apelo externo.
De acordo com um relatório da Business Insider, a mulher, que trabalhou por cerca de dez anos na companhia aérea atualmente fechada Ukraine International Airlines como comissária de bordo, falou sobre sua experiência e forneceu informações interessantes sobre o trabalho dos comissários de bordo. Ela explicou que por trás do que atrai as pessoas à distância, esconde-se uma série de dificuldades sérias.
A ex-comissária de bordo recordava que, durante seu trabalho na Ukraine International Airlines, realizava voos de até 12 horas para vários destinos na Europa, Ásia e América do Norte. Essa função permitiu-lhe ver e entender praticamente todos os processos que ocorrem nos bastidores das viagens aéreas.
Os passageiros, observando os membros da tripulação rindo juntos na cozinha ou no salão do avião, frequentemente presumiam que se conheciam há muitos anos. No entanto, a realidade era diferente. Muitas vezes, ao embarcar, descobria-se que toda a tripulação, incluindo pilotos, havia mudado. Ela tinha que trabalhar com pessoas completamente novas que ela não conhecia.
Quando ela começou, essa situação causava alguma preocupação. Era necessário trabalhar diariamente com uma equipe que ela não conhecia, pois a composição da tripulação mudava frequentemente em cada voo. Às vezes, conseguia encontrar apenas um ou dois colegas conhecidos.
Depois de ser promovida e se tornar comissária de bordo sênior, sua habilidade passou a ser transformar pessoas completamente desconhecidas em um grupo coeso e eficiente em menos de 10 minutos a 35.000 pés. Essa habilidade tornou-se sua espécie de 'superpoder'.
Muitos acreditam erroneamente que os comissários de bordo estão constantemente fazendo festas ou passando noites viajando para novas cidades. Na verdade, ela lutava constantemente contra o jet lag. Às vezes, antes de um longo próximo voo, ela tinha apenas tempo para comer, tomar banho e dormir.
Além disso, antes de cada voo, havia uma verificação não escrita da aparência. Isso era feito para confirmar a conformidade com os padrões da companhia aérea em relação a penteado, maquiagem e vestuário. Isso criava uma pressão psicológica relacionada à própria aparência. Por exemplo, ela precisava manter a pele limpa, ter unhas bem cuidadas e manter uma figura esbelta e um penteado arrumado. Para reduzir essa pressão, ela acabou decidindo fazer um corte bob para facilitar o penteado.
