Um memorando de entendimento (MOU) foi assinado entre a Organização da Zona Livre de Maku e uma empresa chinesa para cooperação. Este acordo visa atrair investimentos estratégicos nos setores de energia, transporte ferroviário, automobilístico e mineração.
O objetivo deste acordo é desenvolver projetos de investimento e implementar grandes iniciativas em áreas como energia, transporte ferroviário, logística, extração de minerais e indústria mineral, bem como produção de veículos elétricos e híbridos. O MOU abrange a interação técnico-engenharia, financiamento, gestão e execução de projetos de infraestrutura e econômicos dentro da zona.
As prioridades chave incluem o estudo e participação no desenvolvimento do corredor ferroviário Leste-Oeste e da linha férrea Tabriz–Cheshmeh-Suray, que deve conectar a rede ferroviária do Irã à Turquia e a rotas internacionais. Atenção adicional é dada às usinas solares e térmicas, processamento de minerais, produção, montagem e importação de carros híbridos e elétricos, desenvolvimento de vilas logísticas, criação de portos terrestres e infraestrutura de trânsito.
Ambas as partes conduzirão conjuntamente estudos de viabilidade técnica e econômica, desenvolverão modelos financeiros, prepararão pacotes de investimento e atrairão investidores nacionais e estrangeiros para projetos prioritários na Zona Livre de Maku.
A Zona Livre de Maku, localizada na província de Azerbaijão Ocidental do Irã, perto das fronteiras com a Turquia e o Azerbaijão, está se tornando um centro industrial e de trânsito crucial. Esta parceria chinesa demonstra a determinação do Irã em aprofundar os laços econômicos com Pequim, apesar das sanções, utilizando a experiência da China em transporte ferroviário de alta velocidade, energias renováveis e produção de veículos elétricos.
O corredor ferroviário Leste-Oeste tem grande importância, pois faz parte do Corredor de Transporte Norte-Sul Internacional (INSTC) e pode reduzir as rotas de carga entre Ásia e Europa. Para a China, isso se alinha com sua iniciativa 'Cinturão e Rota', oferecendo uma rota terrestre alternativa. Para o Irã, isso significa obter capital estrangeiro tão necessário, transferência de tecnologia e criação de empregos.
Apesar dos obstáculos geopolíticos, incluindo sanções, a implementação desses projetos pode transformar Maku em um centro logístico, estimulando a exportação não-recursos e posicionando o Irã como uma ponte de trânsito chave entre Oriente e Ocidente. Nos últimos anos, as relações entre Irã e China foram elevadas a uma parceria estratégica abrangente, com ambos os países focados em energia, infraestrutura, trânsito e tecnologia no âmbito de um acordo de cooperação de longo prazo de 25 anos. A China, sendo o maior parceiro comercial do Irã, desempenha um papel importante no desenvolvimento de corredores de trânsito e projetos ferroviários, e a posição geopolítica única do Irã facilita o acesso da China aos mercados da Ásia Ocidental e Europa. A cooperação na Zona Livre de Maku é um exemplo claro dessa parceria estratégica, que vai além dos contratos tradicionais de petróleo em direção a projetos industriais e de infraestrutura avançados.
