O Indian Habitat Centre (IHC) recebeu recentemente uma exposição de arte intitulada 'One | Many', que apresenta as obras de doze artistas. Esta exposição foi curada pelo artista Pabitra Pal.
Pal explica que 'One | Many' é uma exposição interdisciplinar que une pintura, escultura, cerâmica e mídias mistas. Ela celebra tanto a unidade quanto a diversidade: um impulso criativo unificado e os inúmeros formatos que esse impulso assume.
Ele observa que uma ideia pode se manifestar em múltiplas vozes, cada uma refletindo um matiz da experiência humana. 'Nas telas encontram-se pinceladas ousadas e lavagens silenciosas em conversas sobre identidade, memória e pertencimento', descreve ele.
As esculturas, segundo Pal, ocupam o espaço através de sua presença e pausas, apresentando figuras, fragmentos e formas abstratas que convidam os espectadores a contornar, refletir e descobrir novos ângulos. A cerâmica, por sua vez, traz tangibilidade e ritualidade, pois os vasos artesanais e as superfícies cozidas carregam vestígios de toque, tempo e transformação.
As obras em técnica mista unem imagem, objeto e texto em narrativas multicamadas. Pal sugere que elas resistem a uma leitura única e recompensam a contemplação atenta.
Como mostrado no ensaio fotográfico, a arte permite que as pessoas transmitam emoções, ideias e experiências que podem ser difíceis de expressar com linguagem comum. Cada artista desenvolve seu próprio estilo, baseado em sua personalidade e visões.
Dificuldades pessoais e momentos de reflexão estimulam os artistas a explorar novas formas de autoexpressão. Assim, a criatividade frequentemente se torna uma forma de autoconhecimento e compreensão da experiência pessoal.
A apresentação de uma exposição de grupo em um grande salão, como foi no IHC, cria um ambiente onde os visitantes podem se mover livremente de uma obra para outra e encontrar múltiplos caminhos de interpretação. O posicionamento das obras dá aos convidados a oportunidade de escolher seu próprio percurso pelo espaço, tornando a experiência pessoal e até imprevisível.
Cada espectador pode notar diferentes conexões entre as obras dependendo de seus interesses e experiências de vida. Como os artistas podem abordar temas semelhantes de maneiras muito diferentes, os espectadores são incentivados a comparar, questionar e interpretar o que veem.
Nesse sentido, a exposição de grupo torna-se algo mais do que apenas uma coleção de obras de arte; é uma jornada aberta na qual cada pessoa cria seu próprio significado através do movimento, observação, inferência e reflexão.
Assim, a exposição apresentada no IHC explora como histórias individuais se fundem em texturas coletivas. Pal explica: 'Algumas obras começam com uma memória pessoal, outras com materiais encontrados ou rituais comunitários, mas cada parte participa de um coro maior.'
A obra de Pal explora a fusão de sonhos e realidade através de formas circulares inspiradas na natureza. Seus trabalhos utilizam linhas e texturas para refletir as dificuldades da vida cotidiana, promovendo a consciência e a harmonia entre as realidades externas e internas.
As obras de Deb Dutta refletem inúmeras facetas da natureza. Ela diz: 'A natureza não é pura. É filha do amor pela ordem e pelo caos. Eu me inclino para a ordem porque em sua simetria encontro esperança e clareza.'
Dutta continua: 'Olhe para o céu: nenhum planeta é uma esfera perfeita, nenhuma órbita um círculo impecável. O próprio universo desvia-se. É nesse tensão, nessa imperfeição elegante, nessa selvageria controlada que encontro beleza. É a brincadeira com a qual escolho viver.'
As obras do artista Ashish Mridha são baseadas em fragmentos e rastros. Embora possam parecer incompletas ou não totalmente resolvidas, parecem expressar um sentimento que não encontra paz total.
Debangshu Bisas retrata energias e fluxos da vida. Ele explica: 'Meu trabalho reflete meu mundo interior — um espaço onde a realidade, a história, a fantasia e a memória se entrelaçam'. Suas pinturas frequentemente apresentam personagens da vida cotidiana, engajados em conversas e interações. Ele acrescenta: 'Sou profundamente fascinado pelas complexidades dos relacionamentos humanos e pelas sutis maneiras como as pessoas estão conectadas umas às outras'. Ele conclui: 'Através do meu trabalho, busco expressar os nuances das emoções humanas e o desejo incessante de conexão. Eles estão na base de nossa experiência comum.'
As obras de Monica Prasad tentam mostrar o espaço vazio através da arquitetura. Ela observa: 'A parte vazia não é apenas nada — é a parte mais importante do design'. Ela também afirma: 'Mostro como a natureza e as mulheres são submetidas e ignoradas. Quero que as pessoas reflitam sobre este problema em nossa sociedade.'
O artista Soumen Basu explica que a natureza é fonte de inspiração para suas obras. Ele diz: 'Tendemos a ignorar as maravilhas e os mistérios do mundo natural, a beleza por trás das transformações, do fluxo, do ritmo e do design em cada evento natural'. Ele se pergunta: 'Estamos cientes das teorias e ciências que fundamentam os fenômenos naturais. Mas e nossas emoções e visualizações com nosso olho interior?'
Suprakash Nath aborda o mundo em constante mudança em suas obras, enquanto Susnata Chatterjee retrata pensamentos e nostalgia através de formas e cores. Supriyo Sahu explora uma ampla gama de técnicas e mídias, incluindo acrílico, carvão, lápis, pena, têxtil e tapeçaria.
Swapan Sutradar compartilha que suas pinturas surgem de memórias pessoais — memórias de infância, experiências vividas e observações silenciosas da vida ao seu redor. Figuras humanas distorcidas, retratos e objetos são elementos recorrentes através dos quais ele expressa emoções e narrativas internas. Seus trabalhos recentes são semiabstratos.
