A equipe LOUD garantiu sua permanência nos playoffs do VCT Americas ao vencer a G2 por 2 a 0 nesta sexta-feira (4), em um jogo realizado diante da torcida brasileira em São Paulo. Com esse resultado, a LOUD eliminou a adversária da competição.
Em outro confronto ocorrido no mesmo dia, a 100 Thieves também superou a NRG por 2 a 0, avançando para a grande final e assegurando sua vaga no Champions Shanghai.
Os resultados definem que LOUD e NRG se reencontrarão neste sábado (5), às 14h, em uma série melhor de cinco partidas. Para os competidores brasileiros, essa partida marca mais um avanço em uma campanha caracterizada pela recuperação ao longo da temporada.
A vitória da LOUD sobre a G2 foi conquistada em dois mapas, sendo um fator crucial a eficácia da LOUD em momentos decisivos. Durante a coletiva pós-jogo, a própria G2 admitiu ter enfrentado problemas notáveis em situações de retake e post-plant, falhas que os jogadores brasileiros souberam capitalizar durante a série.
Para a LOUD, jogar em casa agregou valor ao resultado. Luke comentou sobre a evolução do elenco, que passou por alterações e agora está começando a converter o trabalho realizado nos últimos meses em conquistas concretas. Ele declarou: “A gente tá colhendo as coisas que plantamos”.
O jogador também expressou surpresa por ter a chance de participar de uma etapa tão relevante com o apoio da torcida em São Paulo. Romanili compartilhou uma trajetória similar, falando sobre sua jornada desde o Ascension até a campanha atual, afirmando: “É um sonho poder representar o maior time do Brasil”.
A torcida foi um tema recorrente nas entrevistas. Jogadores de diversas equipes elogiaram o grande número de espectadores brasileiros, enquanto membros da LOUD abordaram o suporte emocional necessário para gerenciar a pressão. Luke mencionou que o acompanhamento do psicólogo Bagé foi essencial durante os playoffs.
Na outra disputa do dia, a 100 Thieves derrotou a NRG por 2 a 0. Este triunfo também confirmou a qualificação da 100 Thieves para o Champions Shanghai.
Após a partida, Asuna refletiu sobre a participação anterior da equipe no Masters Shanghai, ressaltando que retornar à cidade oferece uma nova chance de alcançar um desempenho superior. Ele comentou: “Sinto que deixamos muita coisa na mesa da última vez”.
Essa classificação possui um significado pessoal para Asuna. Ele e Bang são amigos há aproximadamente seis anos, e o jogador descreveu a obtenção da vaga internacional como algo equivalente a “se classificar com um amigo de infância”.
Timotinho enfatizou a evolução da equipe ao longo de 2026. A 100 Thieves esteve perto de classificações em vários momentos da temporada, conquistou um lugar e o título no EWC, e agora chega à Grand Final das Américas com sua presença garantida no Champions.
Por parte da NRG, o técnico Bonkar reconheceu a superioridade da equipe adversária. Segundo ele, a 100 Thieves demonstrou ser mais rápida e coesa em suas jogadas, enquanto a NRG dependeu em excesso de ações individuais.
A NRG terá pouco tempo para se preparar, pois enfrentará a LOUD neste sábado, às 14h, em uma série melhor de cinco. Romanili explicou em coletiva que não há margem para grandes ajustes táticos entre jogos, e que o foco principal será a recuperação física dos atletas e a manutenção da confiança no trabalho já executado, resumindo: “Vai ser um jogo muito no que você já sabe”.
Para a LOUD, esta reta final também simboliza a consolidação de um elenco que precisou passar por uma reconstrução durante o ano. Erde admitiu ter encontrado dificuldades no início de sua carreira como IGL, mas manifestou crença em sua evolução na função. TKzinho, por sua vez, destacou a segurança em seu próprio estilo de jogo e o apoio recebido dos colegas de equipe.
Atualmente, LOUD e NRG competem para definir quem seguirá na disputa pelo título do VCT Americas, enquanto a 100 Thieves já aguarda a próxima fase com a importante conquista da viagem para o Champions Shanghai.
