A apresentação de Marco Martins marcará a abertura da Capital Cultural Europeia Évora em 27 de fevereiro
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A apresentação de Marco Martins marcará a abertura da Capital Cultural Europeia Évora em 27 de fevereiro

A organização anunciou que a apresentação do realizador Marco Martins, na qual participarão 400 pessoas — artistas profissionais e amadores —, será o início do trabalho da Capital Cultural Europeia (CEC) de Évora no próximo ano, em fevereiro.

O diretor de área artística da CEC Évora 27, John Romau, que também é comissário do projeto, declarou à agência Lusa que será uma apresentação espetacular com forte inclinação musical, visual e coreográfica.

A performance artística, dedicada ao tema geral das viagens (Vagar) — uma expressão típica alentejana que fundamenta a CEC —, ocorrerá a 6 de fevereiro de 2027 na Praça Rossio de São Brás, junto aos portões do centro histórico da cidade, que atualmente está em reconstrução.

Segundo John Romau, o espetáculo contará com a participação de artistas como a portuguesa Carminho, a colombiana Lucresia Dalth, o iraniano Mohammad Reza Mortazavi ou o espanhol Yeray Cortés, bem como representantes de associações culturais da região e outros participantes, totalizando 400 pessoas.

Romau salientou que Marco Martins possui experiência comprovada na vida comunitária em vários dos seus projetos, sublinhando que os seus trabalhos unem «artistas profissionais com amadores e comunidades de diferentes contextos».

O diretor de Évora 27 indicou ainda que Marco Martins «está habituado a trabalhar com grandes equipas» e a conduzir o trabalho «ouvindo o local e as suas comunidades através de residências artísticas». Neste caso, «o processo não difere muito», visto que o realizador visitou a região, reunindo-se com «agentes e associações culturais para se inspirar e recolher informações, e depois criar um universo para a peça que está a desenvolver».

Enfatizando que o projeto envolve «uma equipa muito grande», John Romau destacou particularmente a participação de Marco da Silva Ferreira na colaboração coreográfica e de Selina da Piedade no acompanhamento da investigação musical.

O responsável informou que a primeira fase de ensaios, durante a qual «muitas pessoas foram convidadas diariamente» após «recolher e ouvir o território», decorreu em julho na cidade, e a segunda fase começou neste mês.

O roteiro da peça será criado por uma equipa composta pelos arquitetos Manuel Aires Mateus e João Romau, bem como pela artista e cenógrafa Isabel Cordovil.

Ele mencionou que a apresentação terá lugar na Praça Rossio de São Brás, o maior espaço público de Évora, e prevê que este espetáculo artístico, cuja entrada será gratuita, possa atrair entre 30 a 40 mil pessoas.

De acordo com o contrato entre a Associação Évora 2027 e a Arena Ensemble, plataforma teatral liderada por Marco Martins, que foi consultada pela Lusa no portal Base, a criação, produção e exibição da peça exigem um investimento de 609.756 euros mais IVA.

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