Em uma iniciativa para competir com empresas como OpenAI e Anthropic, a Meta introduziu uma opção de custo reduzido para o Muse Spark. Este modelo, focado em inteligência artificial agêntica e programação, agora disponibiliza um plano que diminui significativamente o gasto com tokens, contanto que a Meta possa utilizar os dados fornecidos para fins de treinamento.
Este novo plano, denominado “contributor”, oferece uma economia de até 95% em comparação com a modalidade padrão, na qual os dados permanecem protegidos contra processos de treinamento. Com este desconto, o custo de processamento das respostas cai para apenas 5% do valor original.
A Meta indica que esta modalidade é ideal para testes de integração, prototipagem e experimentos, ou seja, cenários onde a preocupação com o uso dos dados não é alta. O plano suporta os modelos Muse Spark 1.3 Contributor e Muse Spark 1.2 Contributor, visando facilitar atividades mais simples que não envolvam informações confidenciais de clientes ou códigos proprietários.
A estratégia visa estimular a coleta de mais dados referentes às atividades reais de desenvolvedores para treinar os agentes de IA da companhia, um objetivo que, segundo o TechCrunch, tem sido desafiador. Anteriormente, a Meta havia implementado um programa interno para monitorar o uso de computadores por funcionários para gerar dados de treinamento, mas este foi suspenso em junho.
O desafio de obter dados é ainda mais evidente fora do campo da programação. Embora existam muitos registros sobre desenvolvimento de software, há escassez de exemplos práticos de como usuários interagem com planilhas, sistemas administrativos e outras ferramentas corporativas no cotidiano.
Além do benefício de treinamento, o desconto posiciona o Muse Spark em concorrência direta com fornecedores de IA como OpenAI e Anthropic, que também têm anunciado reduções nos preços de suas APIs e buscam aumentar a adoção de seus modelos em grande escala.
O custo dos tokens de IA tem se tornado um ponto sensível, visto que diversas corporações podem ter implementado sistemas de IA internamente sem prever o modelo de assinatura. Ao contrário das assinaturas mensais comuns de chatbots, as APIs cobram com base no uso de tokens, que são fragmentos de texto empregados no processamento dos comandos (prompts).
A redução de preço coincide com o lançamento do Muse Spark 1.3 nesta quarta-feira, dia 02/09, seguindo uma série de atualizações mensais iniciadas em julho, incluindo a versão Muse Spark 1.1, que foi atualizada há aproximadamente um mês.
Um aspecto central do novo modelo da empresa é a economia proporcionada: a Meta afirma que o Muse Spark 1.3 utiliza 25% menos tokens em comparação com sua versão anterior. A família de modelos, destinada a tarefas mais complexas e ações autônomas, também recebeu melhorias na gestão de múltiplas tarefas e na continuidade de fluxos de trabalho extensos, além de reduzir as interrupções.
As mesmas inovações foram apresentadas pela OpenAI com o lançamento do GPT-6 Astra, ocorrido apenas um dia depois. Os resultados obtidos pela empresa de Sam Altman em testes de execução de tarefas autônomas (OSWorld 2.0) superaram os da Meta, atingindo 72,6% de acerto contra 66,9% da Meta.
