Pão Sangak incluído na lista nacional de patrimônio cultural imaterial do Irã
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Pão Sangak incluído na lista nacional de patrimônio cultural imaterial do Irã

O método de preparo do tradicional pão plano iraniano Sangak, assado em pedras aquecidas, foi incluído na lista nacional de patrimônio cultural imaterial do Irã após análise pelo Conselho Nacional de Registro de Patrimônio Imaterial do país, informou um representante oficial.

Alireza Izadi, diretor-geral de registro de patrimônio nacional e mundial no Ministério do Patrimônio Cultural, Turismo e Artesanato do Irã, observou que este registro reconhece o Sangak como um dos pães tradicionais do Irã e parte integrante da cultura alimentar nacional.

Segundo Izadi, o registro serve como um passo para proteger parte da memória histórica, da cultura cotidiana, do conhecimento local e da identidade culinária dos iranianos.

O nome Sangak deriva da palavra persa que significa 'pedra', referindo-se às pequenas pedras de rio nas quais o pão é preparado. Geralmente, este pão é feito de massa fermentada integral e altamente hidratada, moldado em um triângulo rústico e depois esticado sobre pedras aquecidas em um forno grande. Adições tradicionais incluem sementes de gergelim ou papoula.

Izadi indicou que a menção escrita mais antiga conhecida ao Sangak está no livro Borhan-e Kate (também conhecido como Burhan-i Kati), um dicionário persa compilado por Mohammad Hussein ibn Khalaf Tabrizi em 1062 AH. Neste registro, o Sangak é descrito como um tipo de pão assado em pedras quentes.

Ele acrescentou que tradições orais e evidências históricas ligam a origem deste pão à era Sassânida e a períodos anteriores, ressaltando que tais informações requerem uma avaliação histórica adicional.

Achados arqueológicos também confirmam a continuidade da tradição de panificação. De acordo com Izadi, restos de uma padaria Sangak foram encontrados na fortaleza destruída em Varamin, ao sul de Teerã, incluindo um forno intacto e pedras de panificação especiais.

Uma versão popular afirma que o design do forno para Sangak foi inventado pelo Sheikh Baha'i durante o reinado dos Safávidas a pedido do Shah Abbas para desenvolver um método de suprimento de pão aos soldados durante campanhas militares. Izadi informou que esta história foi registrada no calendário de 1947, publicado pelo comitê de padeiros de Teerã, mas sua veracidade histórica permanece incerta.

Ele enfatizou que o registro nacional visa não apenas preservar a aparência do Sangak, mas também os conhecimentos e habilidades relacionados à preparação da massa, ao cozimento do pão, ao uso de ferramentas tradicionais e ao cumprimento dos costumes associados a isso.

Izadi declarou que o ministério empreenderá esforços para documentar e estudar ainda mais o Sangak com o objetivo de incluí-lo na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO. Ele acrescentou que tal trabalho exigirá a colaboração de pesquisadores, historiadores, padeiros tradicionais, especialistas em patrimônio e outras instituições relevantes.

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