Um incidente extremamente incomum ocorreu na cidade de Prayagraj, estado de Uttar Pradesh: os médicos conseguiram salvar a vida de uma mulher com doença de Pica ao remover seis agulhas e outros objetos pontiagudos e não comestíveis de sua cavidade abdominal.
Alguns dias antes, a mulher desenvolveu o hábito de consumir objetos como agulhas, grampos de cabelo e vidro. Quando seu estado se tornou crítico, seus parentes a levaram ao hospital para tratamento.
Os objetos pontiagudos chegaram ao intestino, causando múltiplas perfurações nas paredes intestinais. Após o surgimento dos buracos no intestino, começou a disseminação da infecção para a cavidade abdominal e houve vazamento de material fecal. Exames mostraram que duas agulhas atravessaram o intestino e atingiram o rim direito. A remoção desses objetos representou um sério desafio médico para os médicos.
Inicialmente, os parentes mostraram a mulher a um médico premiado com a 'Medalha de Ouro' no Hospital Narayan Swarnapura. Após exames de raio-x, inúmeras agulhas foram detectadas em diferentes partes do abdômen. Em seguida, foi realizada uma tomografia computadorizada, que confirmou a perfuração intestinal. Dada a condição grave da paciente, os médicos tomaram a decisão imediata de realizar uma cirurgia e começaram a preparação para a intervenção cirúrgica.
A equipe médica realizou uma cirurgia complexa que durou cerca de duas horas e meia. Usando um aparelho C-arm, a localização exata das agulhas dentro do corpo foi determinada, e elas foram cuidadosamente removidas. A remoção de duas agulhas que haviam atravessado o intestino e chegado ao rim direito representou uma dificuldade especial, mas os médicos conseguiram resolver essa questão com sucesso.
Durante a cirurgia, também foram reparados múltiplos orifícios no intestino. Para controlar a infecção e o vazamento do conteúdo intestinal, uma colostomia temporária foi criada. De acordo com os médicos, o estado da mulher era muito grave, pois a disseminação da infecção após a perfuração intestinal ameaçava sua vida. Sem a cirurgia oportuna, a situação poderia ter piorado.
Após a cirurgia, a mulher permaneceu na unidade de terapia intensiva (UTI) por cerca de três a quatro dias. Após a estabilização do quadro sob observação médica, ela foi transferida para uma enfermaria comum. Atualmente, a mulher está comendo alimentos normais e seu estado é avaliado como melhorando. No entanto, o tratamento não termina apenas com a cirurgia; o acompanhamento psiquiátrico continua devido ao problema relacionado ao seu comportamento.
Os médicos explicam que Pica é uma condição na qual uma pessoa começa a ingerir substâncias que normalmente não são comestíveis. Esses itens podem incluir terra, papel, vidro, cabelos, agulhas ou outros objetos não comestíveis. As causas podem estar relacionadas a problemas de saúde mental, como estresse, depressão, conflitos familiares ou TOC. Em alguns casos, a causa pode ser deficiência de nutrientes, como ferro ou zinco.
Alguns pacientes também desenvolvem o hábito de comer cabelos, o que é chamado de tricofagia. Nesses casos, o problema não se limita apenas ao estômago ou intestino, e o consumo de objetos pontiagudos ou perigosos cria risco de lesões graves e infecções internas.
O médico pediu à comunidade que não ignore mudanças repentinas no comportamento dos membros da família, especialmente se eles começarem a comer terra, papel, vidro, agulhas, cabelos ou quaisquer outros objetos não comestíveis. Ao surgirem tais sintomas, é necessário procurar um médico prontamente para exame, bem como consultar e receber o tratamento necessário de um especialista em saúde mental.
Em conclusão, o médico enfatizou que o estado da mulher era extremamente grave devido à infecção disseminada e ao vazamento do conteúdo intestinal resultante de múltiplas perfurações. O fato de duas agulhas terem atravessado o intestino e atingido o rim direito tornava o atraso perigoso. Graças ao uso da tecnologia C-arm, os médicos puderam determinar a localização das agulhas e concluir a cirurgia complexa em cerca de duas horas e meia, removendo seis agulhas e outros objetos pontiagudos, restaurando os danos intestinais e estabelecendo uma colostomia temporária para controlar o vazamento. Atualmente, o estado da mulher está estável, e ela está recebendo consultas psiquiátricas para prevenir a recorrência desse comportamento, o que permitiu salvar sua vida.
