A Microsoft apresentou o Project Zenith, uma versão especializada do Windows 11 que é pré-configurada e projetada para ser livre de distrações. Esta edição do sistema operacional é direcionada especificamente a desenvolvedores, com um forte enfoque em inteligência artificial. O anúncio ocorreu nesta sexta-feira, dia 04/09, em Berlim, durante a IFA, em parceria com a AMD.
O objetivo da empresa é fornecer um ambiente de programação totalmente funcional desde o momento da primeira inicialização, o que representa uma economia significativa de tempo na fase de configuração. Além disso, esta iniciativa está centrada em hardware de ponta, capaz de processar grandes modelos de linguagem diretamente no computador, dispensando a necessidade de conexão com a nuvem.
Para construir este ambiente distinto, foram implementados diversos ajustes no sistema operacional. Por exemplo, o Explorador de Arquivos agora exibe, por padrão, extensões, arquivos ocultos, o painel de detalhes e o caminho completo na barra de título. Para garantir que a interface permaneça focada, a Microsoft optou por desabilitar funcionalidades consideradas desnecessárias, como as notificações de conta e a visualização de arquivos recentes no Menu Iniciar.
Os computadores também são entregues prontos com o Windows Terminal e o Visual Studio Code fixados na barra de tarefas. Ferramentas cruciais para os profissionais, incluindo GitHub Copilot, PowerToys, WinAppCLI e Windows Dev Skills, já vêm instaladas de fábrica.
Um ponto de destaque adicional é o aprimoramento do Subsistema Windows para Linux (WSL), que promete oferecer uma forma mais eficiente de desenvolver, executar e interagir com cargas de trabalho do Linux sem que o usuário precise abandonar o ambiente Windows. Adicionalmente, a estrutura de segurança do sistema foi fortalecida para suportar a criação de aplicações baseadas em agentes autônomos.
Para que um equipamento seja qualificado como um «PC Project Zenith», ele deve atender a especificações bastante rigorosas. A lista de requisitos estipula um mínimo de 64 GB de memória unificada, com uma largura de banda superior a 250 GB/s, seguindo o mesmo padrão adotado em dispositivos da Apple.
A AMD utilizou a IFA para confirmar o primeiro modelo que integrará este ecossistema: um mini PC equipado com o chip Ryzen AI Halo. Espera-se que outros fabricantes apresentem dispositivos similares nos próximos meses.
A união deste hardware otimizado com o software especializado possui um propósito muito claro. De acordo com Logan Iyer, vice-presidente corporativo da plataforma Windows e desenvolvedor da Microsoft, essas especificações permitem a execução local de modelos de IA contendo mais de 30 bilhões de parâmetros. Essa capacidade de execução nativa elimina os gastos com tokens, o que deve resultar em projetos mais acessíveis e com maior velocidade.
