A nova companhia aérea regional indiana, FLY91, fez um pedido de 40 novos aviões turboélice ATR 72-600 no valor de cerca de 1 bilhão de dólares (9500 bilhões de rúpias). De acordo com a empresa, este é o maior pedido de aeronaves ATR de qualquer transportadora regional, o que é visto como uma etapa significativa no desenvolvimento da companhia.
A ATR é uma joint venture das empresas aeroespaciais francesas e italianas Airbus e Leonardo e é usada na produção de aeronaves turboélice regionais. Atualmente, após mais de dois anos de voos, a frota da FLY91 inclui 6 aeronaves ATR 72-600, que realizam mais de 280 voos por semana.
Graças às novas aquisições, a companhia planeja expandir significativamente sua rede e frota. O objetivo da FLY91 é formar uma frota de mais de 60 aeronaves nos próximos anos. Foi anunciado que as entregas dos novos aviões começarão no final de 2027, e a conclusão total da entrega das 40 unidades está prevista para 2032. A empresa afirma que os novos aviões permitirão que ela escale sua rede regional em todo o país, melhorando a conectividade aérea em cidades onde ela é inexistente ou limitada.
Segundo Manoj Chako, CEO, fundador e diretor executivo da FLY91, a companhia também está em processo de captação de capital no valor de cerca de 250 bilhões de rúpias. Deste montante, 25% do financiamento necessário já foi obtido. A estratégia de expansão da empresa inclui a aquisição de novos aviões, o aumento do número de rotas e o fortalecimento da rede existente.
Na cerimônia de assinatura do pedido, realizada na capital do país, Delhi, estiveram presentes o Ministro da Aviação Civil, K. Rammohan Naidu. O evento contou também com a participação da CEO da ATR, Natalia Tarnoud Lode, e do Diretor Comercial Principal Alexis Vidal, bem como do presidente da FLY91, Harsh Raghavan, e do CEO, Manoj Chako.
Durante a cerimônia, o ministro central K. Rammohan Naidu observou que a Índia está ativamente expandindo sua rede aérea e que os esforços para produzir aeronaves no país continuam. Ele pediu à ATR que considerasse a criação de uma unidade de produção na Índia e garantiu o apoio do governo. Naidu classificou a Índia como um dos mercados de aviação civil de crescimento mais rápido do mundo e informou que o governo visa desenvolver 100 novos aeroportos no país nos próximos dez anos.
