O Ministério da Educação do Kuwait documentou no livro didático de história para a 10ª série os ataques direcionados ao país neste ano. O Ministério da Educação caracteriza esses eventos como 'ataques iranianos pecaminosos' contra o Kuwait e incluiu a descrição desses ataques e suas consequências no currículo nacional de história, de acordo com uma reportagem do jornal kuwaitiano Al Qabas.
O livro, intitulado 'Estado do Kuwait: Jornada e Essência', dedica as páginas 56 e 57 à documentação desses ataques, seu impacto e a reação do Kuwait, incluindo o que é descrito como os esforços unificados do país para contê-los. Esta seção é apresentada como parte dos esforços para fortalecer a unidade nacional, a lealdade e o sentimento de pertencimento entre a nova geração.
O livro detalha os ataques atribuídos ao Irã e a grupos apoiados pelo Irã. Esses ataques foram realizados com o uso de mísseis e drones contra instalações vitais e governamentais, bem como áreas residenciais. Entre as instalações listadas estão usinas de energia, unidades de dessalinização, Aeroporto Internacional do Kuwait, o edifício do Instituto Estatal de Previdência Social, o Complexo Ministerial e várias zonas residenciais.
Uma imagem de danos no Aeroporto Internacional do Kuwait após um bombardeio iraniano também está presente no livro. O livro descreve esses ataques como uma violação da soberania e segurança do Kuwait, observando que eles levaram as instituições governamentais a aumentar o nível de prontidão. Ao mesmo tempo, o livro enfatiza a recusa do Kuwait nesses ataques e seu direito de defender seu território, continuando os esforços diplomáticos para garantir a estabilidade e segurança regional.
O material destaca a liderança do Emir do Kuwait, Sheikh Mishal Al-Ahmad Al-Jaber Al-Sabah, que supervisionou as estruturas estatais, reforçou sua prontidão e confirmou a posição do Kuwait de que o país não participou do conflito. A seção também enfatiza a resiliência e a unidade do Kuwait em resposta aos ataques.
O livro também detalha os contatos do Emir com países amigos e irmãos, bem como com organizações internacionais durante a crise. Essas medidas visaram reafirmar a posição do Kuwait sobre o respeito à soberania dos estados, o cumprimento do direito internacional e a manutenção da estabilidade regional. O livro indica que o Kuwait continuou a conduzir trabalhos diplomáticos, insistindo que não permitiria que seu território, espaço aéreo ou águas territoriais fossem usados como plataforma de lançamento para ataques contra qualquer país.
Além disso, ele repete a posição do Kuwait de que não é parte do conflito e apela ao diálogo, à desescalada e ao respeito pelo direito internacional. O livro conclui que a crise sublinhou a importância da unidade nacional e da solidariedade entre a liderança e o povo do Kuwait, bem como a prontidão das instituições estatais para proteger a segurança e a soberania do país.
