Missão BepiColombo separa módulo para voo a Mercúrio após oito anos de viagem
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Missão BepiColombo separa módulo para voo a Mercúrio após oito anos de viagem

A missão BepiColombo alcançou uma etapa decisiva em sua jornada a Mercúrio na quinta-feira (dia 3). Após quase oito anos viajando pelo sistema solar interno, o Módulo de Transferência Mercúrio (MTM) foi separado do veículo principal a uma distância superior a 200 milhões de quilômetros da Terra.

A Agência Espacial Europeia (ESA) confirmou a separação às 10:52, horário brasileiro, depois que as antenas da rede Estrack, localizadas em Segbreiros (Espanha) e Malargüe (Argentina), receberam um sinal da missão. A telemetria mostrou que os sistemas estão funcionando normalmente, e os painéis solares do orbitador da ESA, MPO, estão carregando as baterias.

Esta operação faz parte da fase de chegada da BepiColombo. A missão é realizada pela ESA em colaboração com a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) e destina-se a levar dois instrumentos científicos a Mercúrio.

Componentes da Missão

Os dois primeiros orbitadores a operar simultaneamente ao redor de Mercúrio serão o Mercury Planetary Orbiter (MPO) da ESA e o Mercury Magnetospheric Orbiter (Mio) da JAXA.

Antes da confirmação final, a equipe detectou um sinal Doppler preliminar correspondente à sequência planejada de separação do MTM, às 9:41, horário brasileiro. Este sinal reflete a mudança na frequência do sinal de rádio entre a Terra e o espaçonave, causada pela alteração na velocidade do veículo.

A confirmação total dependeu do recebimento do sinal do MPO, esperado por volta das 10:53, horário brasileiro. Embora a separação tenha sido esperada por volta das 9:00, horário brasileiro, a equipe continuou aguardando a confirmação através da comunicação com o veículo.

Após a separação do MTM, ambos os orbitadores científicos seguem para a fase de inserção na órbita de Mercúrio. A missão planeja que todo o conjunto entre na órbita do planeta em 21 de novembro de 2026. Em seguida, o MPO e o Mio devem se separar entre 9 e 10 de dezembro de 2026. Até esse momento, o MPO fornecerá energia para todo o complexo de instrumentos.

A fase científica da missão está prevista para abril de 2027. A ESA enfatizou que a separação nesta quinta-feira exigiu planejamento meticuloso, navegação e comandos precisos, pois a operação ocorreu a mais de 200 milhões de quilômetros da Terra, excluindo a possibilidade de intervenção em tempo real.

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