O Porto de Durban foi reconhecido como a empresa mais melhorada em escala mundial de acordo com o Índice de Desempenho de Portos de Contêineres do Banco Mundial para 2025. Ao mesmo tempo, o porto da Cidade do Cabo ficou na parte inferior entre os 400 locais avaliados.
De acordo com dados da BusinessTech, o Porto de Contêineres de Durban (DCP), que processa cerca de 88 milhões de toneladas de carga anualmente, demonstrou uma recuperação significativa após ocupar a última posição entre os portos de contêineres mundiais em 2024. Este porto é gerido pela empresa estatal Transnet e é o ponto de entrada mais movimentado para cargas da África do Sul.
O índice CPPI, desenvolvido em conjunto com o Banco Mundial e S&P, avalia a eficiência operacional de 400 portos mundiais, utilizando o tempo de giro dos navios porta-contentores como principal indicador de desempenho. Em 2024, o DCP foi classificado como o pior porto devido à longa espera dos navios e altos índices de giro.
O ranking de 2025 marcou uma melhoria acentuada, que o CPPI atribui à estabilização das operações, à recuperação de equipamentos e à implementação de reformas gerenciais. O índice também destacou a contribuição significativa para a recuperação trazida pelo aumento da parceria público-privada.
Um dos eventos mais importantes foi a concessão em dezembro de 2025 de uma concessão de 25 anos à International Container Services (ICTSI), sediada nas Filipinas, para modernizar o terminal Pier 2 em Durban. Este acordo atraiu investimentos de 11 bilhões de rand para o DCP.
O CPPI observou que 'as conquistas operacionais foram apoiadas por novos investimentos e pelo aumento da participação do setor privado'. Enquanto o Porto de Durban subiu no ranking, o porto da Cidade do Cabo permaneceu em último lugar. O CPPI explicou esse baixo desempenho por fatores incontroláveis, como condições climáticas desfavoráveis e problemas de confiabilidade dos equipamentos, o que levou a uma alta variabilidade no tempo de giro.
No entanto, as partes interessadas locais contestam essas conclusões. Megan Gobe, vice-presidente do comitê de transporte e transporte de cargas da Câmara de Comércio da Cidade do Cabo, afirmou que o relatório não reflete as melhorias reais no funcionamento. Apesar dessas objeções, os participantes do mercado concordaram que o CPPI continua sendo uma ferramenta útil para analisar a atividade portuária global.
A Transnet, que gere ambos os portos — em Durban e Cidade do Cabo — recentemente considerou aumentar a participação do setor privado no local da Cidade do Cabo. A empresa estatal solicitou propostas de empresas para gerir as operações no local do Cabo Ocidental sob um contrato de 25 anos. Relata-se que a Red Sea Gateway Terminal (RSGT), operador de portos do Reino da Arábia Saudita, estava considerando um pedido para parte do local na Cidade do Cabo como parte da expansão de sua presença internacional, especialmente na África.
A parceria privada em Durban trouxe benefícios tangíveis: a eficiência dos guindastes no Pier 2 aumentou de 18 para 28 operações por hora desde o início do ano. A Ministra dos Transportes, Barbara Crisi, recentemente observou que o Porto da Cidade do Cabo começou a mostrar sinais de melhoria, registrando um aumento de 16% nos volumes de transporte de contêineres no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, o que ocorreu antes do início da temporada de exportação mais movimentada do local.
