Os Estados Unidos estenderam a validade da Lei de Crescimento e Oportunidades da África (AGOA) até o final de 2028, proporcionando maior estabilidade aos exportadores sul-africanos no acesso ao mercado dos EUA.
Esta prorrogação ocorreu após meses de incerteza sobre o futuro do programa comercial, que permite que certos países africanos exportem determinados produtos para os Estados Unidos sem pagar tarifas de importação. Relata-se que o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou esta lei na quarta-feira.
Anteriormente, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a prorrogação com 370 votos a favor e 48 contra na terça-feira, depois que o Senado a apoiou em agosto. O programa AGOA foi estabelecido em 2000 com o objetivo de estimular o comércio e os investimentos entre os EUA e os países africanos. Inicialmente, o programa expiraria em setembro de 2025, mas foi posteriormente prorrogado até o final de 2026.
Tensão entre África do Sul e EUA
A prorrogação ocorre em meio à tensão persistente nas relações entre África do Sul e EUA. Os dois países divergem sobre a política externa da África do Sul, incluindo suas laços com Rússia, China e Irã. Além disso, a África do Sul recorreu ao Tribunal Internacional de Justiça sobre as ações de Israel na Faixa de Gaza, o que intensificou a tensão com Washington.
Nos EUA, também houve apelos para excluir a África do Sul do programa AGOA. Alguns legisladores americanos apresentaram projetos de lei exigindo a exclusão da África do Sul do programa e a revisão das relações entre Washington e a África do Sul.
