Trabalhadores participaram na semana passada da elevação de um moinho de vento com 250 anos em Waardenburg. Esta elevação foi necessária porque o aumento do dique, causado pelo risco de inundações relacionado ao aquecimento global, impedia a captação adequada do vento, um direito inerente aos moinhos nos Países Baixos.
Koen van der Kroon, que liderou a operação a partir do dique, observou que o moinho 'tem direito ao vento'. Este raro moinho hexagonal, que ainda moe grãos, está nas margens do Waal no delta do Reno há 250 anos e é um monumento listado como patrimônio dos Países Baixos.
No entanto, a construção de um novo dique para proteção contra inundações bloqueou o acesso do vento ao moinho, colocando em risco sua operação contínua. A solução foi usar macacos hidráulicos para elevar o moinho em 80 centímetros, sendo o processo muito lento — apenas 10 centímetros por hora.
O gerente de projeto, van der Kroon, explicou que os moradores que vivem atrás do dique buscam principalmente segurança devido ao nível de água frequentemente alto no Waal. Ele enfatizou que, para garantir a segurança nesta área, o dique deve ser elevado, e consequentemente, o moinho também.
Esta situação está se tornando cada vez mais comum nos Países Baixos devido às mudanças climáticas, já que um terço do território do país está abaixo do nível do mar. À medida que os níveis de água aumentam e a frequência de inundações cresce, as autoridades são forçadas a reforçar o complexo sistema de diques do país, o que leva a consequências não intencionais para os moinhos de vento.
Van der Kroon, de 44 anos, afirmou que o aumento dos diques 'afeta seriamente monumentos icônicos', mas eles garantem a possibilidade de continuar a operar esses majestosos moinhos que tornam os Países Baixos famosos.
Esta elevação é o segundo evento semelhante, após uma operação análoga realizada na década de 1990. O fato de o moinho precisar ser elevado ainda mais demonstra as dificuldades enfrentadas pelas autoridades holandesas ao equilibrar a proteção da população contra inundações e a preservação do patrimônio nacional.
O gerente de projeto van der Kroon relatou que primeiro foram movidas as fundações antigas, depois foram instalados macacos sob elas, permitindo elevar o moinho em cerca de 10 centímetros por hora. Em seguida, planeia-se a instalação de novos suportes onde o moinho ficará, e depois o preenchimento cuidadoso do espaço com terra.
Assim que o moinho estiver estável na nova base, deverá ter vento suficiente para girar as pás, continuando assim a tradição milenar no campo holandês. Marcel de Kroon, representante da empresa proprietária do moinho, chamou isso de 'um feito de engenharia que não fazemos todos os dias, e estamos orgulhosos dos esforços coletivos da equipe'. Ele acrescentou que é muito gratificante fazer esforços para preservar este moinho em seu contexto histórico.
