Tashkent implementa navegação climaticamente adaptada no Yandex Maps
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Tashkent implementa navegação climaticamente adaptada no Yandex Maps

O Uzbequistão juntou-se a uma série de países que estão a implementar navegação digital que considera as condições climáticas. Foi lançada uma rotas para pedestres que leva em conta não apenas a distância e o tempo, mas também a presença de sombra e temperaturas elevadas.

Em agosto de 2026, o Yandex Maps lançou a função piloto de rota 'verde' em Tashkent. Esta função permite aos pedestres escolher caminhos com maior cobertura de copas de árvores, reduzindo assim o impacto da luz solar direta.

De acordo com a publicação tecnológica internacional Techloy, Tashkent tornou-se a primeira cidade na Ásia Central e nos países da Comunidade dos Estados Independentes a integrar a navegação pedonal sombreada no serviço cartográfico principal. Iniciativas semelhantes de navegação adaptativa existem nos EUA, Alemanha e Coreia do Sul.

Em Tashkent, onde as temperaturas de verão frequentemente excedem 35–40°C, os corredores pedonais sombreados desempenham um papel fundamental na mobilidade urbana. A tecnologia utiliza a análise de imagens de satélite e aprendizado de máquina para mapear copas de árvores através de dados multiespectrais, determinando a percentagem da calçada protegida pela vegetação.

O algoritmo do serviço classifica um trecho rodoviário como 'verde' se a cobertura de árvores atingir pelo menos 60%. O sistema também calcula a distribuição de sombras, a exposição contínua à luz solar direta e os valores atuais da temperatura do ar.

O processamento de dados de satélite permite que o algoritmo exiba e rastreie continuamente grandes áreas urbanas, transformando dados espaciais complexos em opções de navegação compreensíveis dentro do aplicativo.

O interesse global pelas tecnologias de adaptação térmica aumentou no contexto das tendências de fenómenos meteorológicos extremos. Dados do Serviço Copernicus de Mudanças Climáticas mostram que em junho-julho de 2026, a temperatura média na Europa Ocidental atingiu 21,62°C, cerca de 2,8°C acima da média, enquanto na Espanha, Portugal e França a temperatura frequentemente ultrapassava os 40°C.

Embora o mapeamento digital não possa substituir a silvicultura urbana, a inclusão do rastreamento de sombras fornece uma camada digital sobre a infraestrutura existente, que pode servir de base para o futuro planeamento urbano e estratégias de adaptação climática.

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