A Administração Nacional de Saúde da China lançou a versão 3.0 do seu plano de agrupamento de pagamentos baseado em doenças em 2 de setembro. Nesta versão, foi criada uma unidade especial para cirurgia robótica. O regulador observou que tal decisão se alinha melhor com o maior consumo de recursos e valor técnico das operações robóticas, além de formar expectativas mais claras e positivas sobre o pagamento de tecnologias inovadoras.
Este passo conclui a segunda parte da tarefa de determinação de preços. Em janeiro, a mesma agência publicou regras nacionais para fixação de preços de cirurgia robótica, unificando a precificação para procedimentos assistidos por máquinas e dividindo-os em níveis: 'navegação', 'execução colaborativa' e 'execução de precisão'. Agora, os honorários estão vinculados ao custo do procedimento principal, e não ao local do hospital, à abordagem cirúrgica ou se o robô é nacional ou importado.
A precificação determina quanto os hospitais podem cobrar dos pacientes, enquanto o novo agrupamento define o que os hospitais recebem como compensação. Sob o sistema de pagamento DRG/DIP, que cobria 91,8% de todas as altas hospitalares de segurados em 2025, um procedimento robótico dispendioso que caísse no mesmo grupo que uma cirurgia laparoscópica padrão poderia levar os hospitais a sofrer prejuízos, criando um fator inibitório para a adoção de tecnologias avançadas.
Ao destacar a cirurgia robótica em um grupo separado na versão 3.0, o regulador elimina esse fator inibitório, permitindo que os hospitais que utilizam robôs recebam compensação pelo maior desgaste do equipamento, materiais consumíveis especializados e custos de manutenção.
Para desenvolvedores de robôs cirúrgicos criados na China, esta mudança pode ser mais significativa do que apenas o registro de produtos. Anteriormente, o foco da indústria estava na substituição por equivalentes domésticos — criação de robôs laparoscópicos comparáveis ao sistema da da Vinci e implementação de robôs ortopédicos em hospitais de ponta. Agora que mais produtos foram registrados, o gargalo é se os hospitais continuarão a usá-los. Graças aos sinais claros em termos de precificação e reembolso de custos, os fabricantes de robôs podem mudar o foco da venda de equipamentos para a expansão do volume de procedimentos.
Estas regras não significam que a cirurgia robótica será totalmente compensada ou que os custos dos pacientes diminuirão drasticamente imediatamente — as autoridades locais ainda estão definindo os detalhes. No entanto, a direção é clara: na próxima fase do mercado de robótica cirúrgica chinesa, vencerão aqueles que provarem que seus aparelhos não apenas funcionam bem, mas também valem a pena ser pagos.
