O Redmi 17 5G, fabricado pela empresa chinesa Xiaomi, obteve a aprovação da Anatel para comercialização no Brasil. Este smartphone, identificado pelo código de modelo 26062RN92G, teve seu certificado de homologação emitido na segunda-feira, dia 31 de agosto, conforme informações obtidas pelo Tecnoblog.
A documentação técnica indica que o aparelho empregará a bateria de código BM7H, que ainda aguarda certificação da agência reguladora, mas possui capacidade de 7.500 mAh. Além disso, a embalagem do modelo incluirá um carregador de 45 Watts.
Embora o Redmi 17 5G tenha sido lançado internacionalmente no começo de agosto, suas especificações básicas apresentam algumas reduções em comparação com o modelo anterior. O processador utilizado é o Snapdragon 4 Gen 5, que, apesar de ser ligeiramente mais rápido no papel, pertence a uma série inferior ao Snapdragon 6s Gen 3 presente na versão anterior.
As modificações não se limitaram ao processador; a tela IPS foi rebaixada de 1080p para 720p, e a taxa de atualização diminuiu de 144 Hz para 120 Hz. A memória RAM também sofreu cortes, sendo a maior opção disponível de 6 GB, em contraste com os 8 GB do antecessor. Como compensação por essas alterações, a bateria foi aumentada e os alto-falantes foram configurados como estéreo.
O Redmi Note 17 4G também recebeu homologação, com o modelo 26012RN62L sendo aprovado pela Anatel em 17 de agosto. Assim como o Redmi 17 5G, este modelo também sofreu ajustes em sua ficha técnica.
O Redmi Note 17 4G substitui o MediaTek Helio G100 Ultra anterior pelo Snapdragon 6s 4G Gen 2 da Qualcomm. Embora o Snapdragon apresente uma frequência superior, ele é considerado um SoC inferior devido ao uso de núcleos de arquitetura desatualizada. As câmeras tiveram perda de resolução, e houve cortes nas memórias, visto que o modelo de entrada inicia em 4 GB de RAM e a opção de 512 GB de armazenamento interno foi removida.
Em contrapartida, a bateria deste modelo cresceu para 7.700 mAh, mantendo o carregamento de 45 Watts. Esta bateria utiliza os mesmos ânodos de silício-carbono presentes no irmão 5G, também homologado pela Anatel.
Atualmente, não há previsão de quando a Xiaomi ou sua representante no Brasil, DL, farão o lançamento desses novos aparelhos no mercado nacional. O Redmi 17 5G ainda necessita obter a certificação de sua bateria, o que impede sua comercialização neste momento.
Para fins de comparação, a linha Redmi Note 15 chegou ao Brasil em janeiro com preços a partir de R$ 2.799, mas o modelo de entrada atual pode ser encontrado por menos da metade desse valor. Ambos os modelos serão importados da China, o que tende a manter os preços oficiais elevados, pois não usufruirão dos incentivos fiscais concedidos aos concorrentes montados localmente.
