O capitão de Gabão, Pierre-Emerick Aubameyang, anunciou sua decisão de se afastar da equipe nacional. Ele declarou que se sentiu humilhado por ter sido excluído e depois reintegrado ao elenco após o torneio da Copa Africana de Nações de 2025, realizado em Marrocos.
Aubameyang, que é o maior artilheiro na história dos 'Pacíficos', foi nomeado pelo governo de Gabão como responsável pelo fracasso da equipe na AFCON. Em uma entrevista televisiva, o jogador de 37 anos disse: 'Fui humilhado e envergonhado, mesmo jogando na AFCON com lesão'. Ele acrescentou que isso foi a gota d'água e ele prefere parar neste momento.
Gabão foi eliminado da fase de grupos da AFCON após três derrotas, sendo a última contra Costa do Marfim. Na época, o presidente de Gabão, Brice Clotaire Oligui Nguema, afirmou que isso era 'parte de nossa identidade nacional que enfraqueceu'.
O governo demitiu a comissão técnica, suspendeu as atividades da equipe até novo aviso e excluiu Aubameyang e Bruno Ekuele Mangu, de 38 anos, do elenco. A suspensão desses jogadores experientes causou uma onda de indignação entre os torcedores de Gabão.
Aubameyang, que anteriormente jogou como um dos melhores atacantes da Europa no Borussia Dortmund e Arsenal, observou que os problemas da equipe são muito mais profundos do que ele mesmo. O atacante gabonês estabeleceu, provavelmente, seu último desafio na Europa, mudando do Marseille para o Deportivo La Coruña, que recentemente retornou à La Liga após um longo período de ausência.
O novo técnico de Gabão, Sébastien Mine, agora deve preparar a equipe para as primeiras eliminatórias deste mês para a próxima AFCON, atuando sem a participação de Aubameyang. Gabão está no Grupo A junto com Marrocos, campeão mundial, Nigéria e Lesoto.
