Um estudo revelou que apenas 28% dos habitantes da África do Sul possuem um testamento válido, enquanto 65% não têm nenhum tipo de disposição. Especialistas alertam que o planejamento antecipado ajuda a evitar mal-entendidos, atrasos e conflitos nas famílias que apoiam entes queridos por gerações.
A última pesquisa da Sanlam Legacy identificou que 65% dos entrevistados não fizeram um testamento. Além disso, entre aqueles que o possuem, 39% não indicaram a pessoa mais provável para finalizar a herança, onde o documento está guardado ou o que ele contém.
Esses dados foram obtidos em um contexto em que 34% dos entrevistados apoiam pais idosos, avós ou família estendida, e 47% ajudaram a concluir a herança de entes queridos.
A importância do testamento para proteger os entes queridos
O advogado Saki Morata, CEO da Sanlam Trust, enfatizou que ter um testamento serve como proteção para as pessoas queridas, independentemente do tamanho de seus bens. Ele observou que, apesar disso, há um número alarmante de pessoas que não têm testamento ou que o têm, mas ele é inválido e impossível de ser encontrado.
Morata afirmou que elaborar um testamento e dedicar tempo ao planejamento patrimonial adequado — independentemente de o patrimônio ser grande ou pequeno — diz respeito ao cuidado com as pessoas, e não à burocracia. Ele acrescentou que isso protege o que foi construído, garante clareza para os entes queridos e cria uma base mais sólida para as gerações futuras.
Problemas enfrentados pelas famílias após a morte
Para aqueles que já lidaram com questões de herança de um ente querido, o processo muitas vezes se mostrou complicado. Apenas 22% dos 47% que ajudaram com a herança relataram que o procedimento correu sem problemas.
O problema mais comum, relatado por 26% dos participantes, foram as disputas entre parentes sobre a herança. Seguiram-se atrasos na finalização e transferência de ativos (23%), custos legais e administrativos (18%) e contas congeladas (12%).
Morata explicou que o testamento é uma das poucas maneiras pelas quais as pessoas podem expressar claramente seus desejos e decidir quem deve cumpri-los. Sem essa orientação, os entes queridos podem se encontrar em uma situação em que precisam lidar com o processo legal durante o luto, ou decisões importantes são tomadas de acordo com a legislação, e não com os desejos pessoais.
Ele concluiu que os processos de herança geralmente ocorrem de forma mais tranquila se as decisões chave foram tomadas com antecedência, os assuntos foram mantidos atualizados e os membros da família sabiam onde encontrar as informações necessárias.
