Dois meses após assumir o cargo, o ministro da Agricultura Willie Aucamp declarou que seu principal objetivo é garantir o crescimento do setor, a criação de empregos sustentáveis e o fortalecimento da biossegurança.
Em uma entrevista exclusiva ao editor da Food For Mzansi, Tiisetso Manoko, Aucamp detalhou a necessidade de implementação rigorosa do Plano Principal de Agricultura e Processamento Agrícola (AAMP), a busca por novos parceiros comerciais, a resolução de problemas de infraestrutura obsoleta e a colaboração com outros departamentos e agricultura organizada para combater os problemas rurais.
Aucamp observou que o AAMP exige uma implementação mais rápida, pois é um documento vivo que pode sofrer alterações à medida que o trabalho avança. Ele enfatizou sua disposição para que todas as partes interessadas se reúnam à mesa de negociações para discutir as mudanças necessárias e garantir que sejam positivas.
Ele acredita que aumentar o ritmo de implementação do plano permitirá alcançar mais progresso, especialmente considerando seu valor como ponto de partida para o desenvolvimento de estratégias de exportação e medidas de biossegurança. Portanto, o início de sua implementação é obrigatório.
A situação do controle de doenças está evoluindo bem. Aucamp constatou que o surto atual de peste suína é o maior do país. Até o final de junho, foram importadas 13,5 milhões de vacinas, e estão planejados mais 10 milhões de vacinas para julho e agosto na África do Sul.
Isso demonstra a eficácia dos planos implementados. O aumento da participação do setor privado contribui para o aumento da chegada de vacinas. Anteriormente, havia um problema com a disponibilidade de vacinas, mas esse problema foi resolvido. Em caso de novos surtos, a responsabilidade recairá sobre o governo, que vacinará as áreas onde as pessoas não têm condições ou capacidade financeira adequadas.
Aucamp notou que há uma tendência das pessoas de agir proativamente, sem esperar a intervenção do governo ou a ocorrência de doenças em suas áreas.
O ministro informou sobre discussões com o embaixador da China. A China expressou disposição para adquirir carne do país, desde que seja demonstrado o cumprimento das medidas de biossegurança em certas regiões. Biossegurança, na opinião de Aucamp, começa diretamente nas fazendas, e os agricultores devem seguir as condições que garantam que as fazendas atendam aos requisitos de biossegurança.
Ele enfatizou a interconexão entre comércio e biossegurança. Se for possível limpar as zonas de surto de peste suína em quatro a seis meses, vacinando completamente os animais e garantindo a ausência de novos surtos, o país poderá garantir a segurança de seus produtos de carne para os países importadores.
No entanto, isso exigirá esforços conjuntos de todas as partes. Empresas no Oriente Médio já estão comprando produtos, e países como a Jordânia, que são desérticos, possuem mercados de destino; é apenas necessário implementar medidas rigorosas contra a peste suína.
O primeiro passo é reconhecer o sério problema de infraestrutura. Aucamp apontou que a qualidade das estradas, especialmente nas comunidades rurais, incluindo buracos e acostamentos, tem sido ignorada por muito tempo. Os agricultores precisam atravessar buracos ao transportar produtos para o mercado, e a infraestrutura portuária também é ineficiente.
Existem também problemas com as redes ferroviárias que requerem atenção. O ministro expressou satisfação com a produtividade das reuniões com colegas no gabinete ministerial. Ele teve conversas com os ministérios dos Transportes, Abastecimento de Água e Saneamento, bem como Obras Públicas, e afirmou que questões relativas ao setor agrícola estão sendo discutidas e planos estão sendo desenvolvidos para melhorar o funcionamento do setor.
Aucamp reconheceu que ataques a fazendas, assassinatos e roubos de gado são uma realidade. Anteriormente, como membro do Comitê de Portfólio de Agricultura, ele recebia relatórios sobre a segurança das fazendas. Ele confirmou que assassinatos e ataques são uma realidade, mas considera o nível de violência associado a esses ataques excessivo. Ele enfatizou que cada ataque ou assassinato de fazendeiro ameaça a segurança alimentar e os empregos no país.
Ele está firmemente convencido de que os ataques a fazendas devem ser classificados como crime prioritário para que a polícia possa dedicar mais esforço e recursos para prevenir tais incidentes, agindo não apenas de forma reativa, mas também proativa.
