Google desenvolve nova IA, Gemini 3.8 Flash, para competir com Anthropic e OpenAI em programação
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Google desenvolve nova IA, Gemini 3.8 Flash, para competir com Anthropic e OpenAI em programação

O Google está preparando o lançamento de um novo modelo de inteligência artificial (IA) com capacidades aprimoradas especificamente para programação. Funcionários da empresa indicam que o Gemini 3.8 Flash, que usa o nome de código interno “Skimaki”, tem potencial para diminuir a diferença competitiva em relação a rivais como Anthropic e OpenAI, um setor de crescente importância no mercado de IA.

Fontes informadas ao The Wall Street Journal sugerem que este modelo poderá ser disponibilizado já nesta quarta-feira (2). Durante testes internos realizados na ferramenta de programação chamada Jetski, alguns engenheiros do Google demonstraram preferência pelo Gemini 3.8 Flash em comparação direta com o modelo Opus, desenvolvido pela Anthropic.

Um desempenho robusto nos padrões de avaliação (benchmarks) da indústria seria crucial para que o Google pudesse responder às dúvidas sobre sua posição atual na disputa pelo desenvolvimento de modelos de IA.

A relevância desta situação foi acentuada por recentes alterações na divisão de IA da companhia. Demis Hassabis, cofundador do Google DeepMind, deixou seu posto de liderança executiva no mês anterior, como parte de uma reestruturação. Seu substituto, Koray Kavukcuoglu, teria reforçado aos colaboradores a urgência de acelerar o ritmo de trabalho.

Embora o Google tenha alcançado destaque na corrida de modelos com o lançamento do Gemini 3.0 em novembro do ano passado, a empresa enfrentou subsequentes desafios. Os modelos Gemini acabaram ficando para trás das versões mais avançadas da Anthropic e da OpenAI, especialmente no campo onde a programação feita por agentes de IA se estabeleceu como um uso comercial primário da tecnologia.

Adicionalmente, a companhia perdeu alguns de seus pesquisadores mais notáveis, incluindo Noam Shazeer, cofundador da Character AI, e Jeff Dean, cientista-chefe do Google, ambos deixando a empresa no início deste ano.

Em relação aos modelos maiores da série Pro, as modificações demandam uma alocação consideravelmente maior dos recursos computacionais do Google. Essa disparidade possibilita que as equipes de pesquisa do Google DeepMind e de outros laboratórios mantenham múltiplas estratégias de desenvolvimento simultaneamente, o que significa que um resultado insatisfatório em um modelo específico não implica necessariamente problemas futuros para a empresa.

Mais informações sobre o desenvolvimento

Enquanto foca nas versões Flash, o Google encontra-se com atraso no lançamento de um novo modelo da potente série Pro. A empresa ultrapassou o cronograma previsto para uma nova versão em vários meses, apesar de o CEO Sundar Pichai ter assegurado em maio que o modelo estaria disponível no mês seguinte.

De acordo com pessoas ligadas ao desenvolvimento, algumas versões candidatas ao Gemini 3.5 Pro foram descartadas por não demonstrarem melhorias significativas em relação à série Flash.

O próximo grande modelo da organização, o Gemini 4, obteve bons resultados nos testes de pré-treinamento, mas ainda necessita completar a fase de pós-treinamento.

O trabalho no Gemini 3.7 Flash e no Gemini 3.8 Flash teve início meses atrás, antes mesmo das mudanças de gestão anunciadas no mês passado. Segundo funcionários do DeepMind, Kavukcuoglu já estava supervisionando as decisões diárias relativas ao desenvolvimento do Gemini desde pelo menos o ano passado, enquanto Hassabis dedicava grande parte de seu tempo a compromissos externos.

Informações anteriores divulgadas pelo Business Insider já apontavam que funcionários do Google estavam testando o Gemini 3.8 Flash.

Desde o começo do ano, o Google intensificou o número de pesquisadores e os recursos computacionais destinados a aprimorar as capacidades de programação de seus modelos. Uma das principais apostas reside no aprendizado por reforço, que é uma etapa posterior ao treinamento onde os modelos adquirem habilidades através de tentativas e erros.

A empresa também fortaleceu seu quadro de pessoal nesta área. Recentemente, o Google contratou Barret Zoph, ex-cofundador da Thinking Machines Lab e antigo responsável pelo pós-treinamento de modelos da OpenAI, para assumir o cargo de vice-presidente de pesquisa com foco em aprendizado por reforço e pós-treinamento.

A expectativa atual está voltada para os resultados dos testes de referência e para o desempenho do Gemini 3.8 Flash após seu lançamento.

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