A Nvidia lançou esta semana o DLSS 5, uma nova iteração de sua tecnologia de renderização neural. Este recurso será apresentado inicialmente no jogo NBA 2k27 na quinta-feira, dia 03/09, e estará acessível somente para quem possui placas de vídeo da série GeForce RTX 50 ou é assinante do GeForce Now.
Embora tenha sido revelado em março e tenha enfrentado diversas críticas, chegando a ser motivo de chacota nas redes sociais, a Nvidia assegura que o DLSS 5 utiliza renderização neural para aproximar os gráficos do fotorrealismo em tempo real. Edward Liu, diretor de pesquisa aplicada da companhia, explicou que essa tecnologia diminui a diferença entre a renderização convencional e a simulação física do mundo real.
Diferentemente da aplicação de um mero filtro na imagem final, a nova tecnologia da Nvidia examina dados minuciosos da cena através do G-Buffer. Este conjunto de dados complexo abrange cores primárias, percepções de profundidade, aspereza dos materiais e vetores de movimento.
Para assegurar a fluidez durante o jogo, o DLSS 5 foi otimizado para processar cada quadro individualmente, prevenindo latência na tela. Adicionalmente, os desenvolvedores receberão ferramentas específicas de cena, permitindo a aplicação de máscaras no motor gráfico para isolar elementos e ajustar parâmetros com exatidão.
Entre os ajustes disponíveis, destacam-se a intensidade da estrutura, que aprimora os reflexos e a oclusão ambiental, e a intensidade do tom, focada no controle dinâmico de contraste e iluminação.
Alcançar o nível gráfico esperado pela Nvidia exige um hardware robusto. Quando o DLSS 5 foi mostrado ao público em março, a demonstração técnica demandava o uso simultâneo de duas placas GeForce RTX 5090. No entanto, o sistema recebeu otimizações ao longo dos últimos seis meses.
Atualmente, o recurso pode ser operado em uma única GPU intermediária, como a GeForce RTX 5060. Para isso, é preciso jogar em uma resolução inferior, como Full HD (1080p), e ativar a geração de quadros em 6x. Sem este suporte, a tecnologia consome grande poder de processamento e pode reduzir o desempenho bruto pela metade.
Essa necessidade de hardware se tornou clara antes do lançamento oficial. O grupo de modders RenoDX conseguiu extrair os arquivos do DLSS 5 de uma versão beta de NBA 2K27 e forçou a ativação do recurso em títulos mais antigos, como Control, Cyberpunk 2077, Grand Theft Auto V e Skyrim.
Testes não oficiais divulgados na internet evidenciaram um alto consumo de memória de vídeo (VRAM) e quedas significativas na taxa de quadros. Apesar de ser oficialmente limitado à série RTX 50, esses mesmos testes permitiram sua ativação em placas de ponta da geração anterior, como as RTX 4080 e RTX 4090.
A recepção da comunidade às primeiras apresentações do DLSS 5 foi dividida. Muitos usuários criticaram mudanças percebidas como drásticas na aparência dos personagens, expressando receio de que a inteligência artificial pudesse desvirtuar a intenção artística original dos estúdios ao padronizar expressões faciais e texturas de maneira genérica.
Em resposta a essas objeções, Jensen Huang, CEO da NVIDIA, afirmou que os jogadores estavam equivocados ao supor que a tecnologia retirava o controle dos criadores. Gabriele Leon, diretor de tecnologia de conteúdo da Nvidia, corroborou essa posição, esclarecendo que a ferramenta foi concebida para oferecer consistência sem modificar a essência visual dos cenários e protagonistas.
No momento inicial, os resultados observados em NBA 2K27 mostram melhorias mais discretas no sombreamento de materiais, aprimorando detalhes como a textura das camisas e a pele dos atletas.
Olhando para o futuro, a Nvidia pretende ampliar a compatibilidade do DLSS 5 para uma vasta gama de jogos, incluindo títulos como Assassin’s Creed Shadows, Hogwarts Legacy e Starfield.
