Renault lança Kwid 2027 com mudanças visuais e internas; Maserati ganha filme com Al Pacino e Anthony Hopkins
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Renault lança Kwid 2027 com mudanças visuais e internas; Maserati ganha filme com Al Pacino e Anthony Hopkins

A Renault introduziu a linha 2027 do Kwid com o objetivo de retomar sua posição no mercado frente à crescente concorrência chinesa. Para isso, a montadora alterou o design frontal, alinhando-o à identidade visual global da marca, e promoveu uma atualização no interior, além de oferecer preços promocionais com descontos significativos no lançamento.

Embora as modificações não tenham atingido as peças estruturais da carroceria, o novo para-choque dianteiro consegue transformar a aparência do Kwid. Os faróis de dois níveis foram mantidos, mas o para-choque e a grade foram totalmente redesenhados, apresentando um estilo mais ousado, acabamento que combina preto fosco e brilhante, e o novo emblema da Renault, complementado por iluminação LED em todas as versões. Na parte traseira, as lanternas incorporam novas lentes «Crystal Lens» e assinatura de LED, e a câmera de ré, quando presente, agora está integrada ao emblema da Renault.

O interior também recebeu uma renovação completa. O painel de instrumentos foi inteiramente repaginado, com elementos realocados e dispostos de maneira mais horizontal. Nas versões mais caras, Techno e Outsider, o painel digital está inserido em uma moldura que se conecta continuamente com a central multimídia de 10,1 polegadas, que suporta pareamento sem fio com Android Auto e Apple CarPlay. Já na versão de entrada, Evolution, a tela é substituída por uma baia 1 DIN.

O motor permanece inalterado, utilizando o motor 1.0 três-cilindros flex SCe, que gera 71 cv e 10 kgfm de torque (etanol) ou 68 cv e 9,4 kgfm (gasolina), sempre acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. O Kwid 2027 está disponível em três configurações: Evolution, Techno e Outsider, mantendo, inicialmente, os preços da linha 2026.

As especificações são as seguintes: Kwid Evolution (R$ 71.190) inclui quatro airbags, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, monitoramento de pressão dos pneus, alerta de cinto para todos os ocupantes, ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, vidros e travas elétricas dianteiras, sensor de estacionamento traseiro, start-stop e luzes diurnas de LED com painel digital TFT de 7 polegadas. Kwid Techno (R$ 75.990) adiciona a central multimídia Media Evolution de 10,1 polegadas com conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, câmera de ré, duas portas USB-C, retrovisores elétricos com acabamento preto brilhante, controles de áudio no volante, chave canivete, lanternas com assinatura de LED, maçanetas na cor da carroceria e rodas de aço de 14 polegadas com calotas bicolores. Por fim, o Kwid Outsider (R$ 84.990) contém todos os itens da Techno, mais barras de teto com acabamento diferenciado, molduras de proteção externas, rodas de liga leve diamantadas de 14 polegadas, bancos estofados em tecido e couro sintético, e sensor crepuscular, podendo ser opcionalmente pintado em dois tons.

História da Maserati vira filme com Al Pacino e Anthony Hopkins

A tendência de produções cinematográficas baseadas em lendas automobilísticas italianas segue em alta. Após os filmes «Ferrari» e «Lamborghini: O Homem por Trás da Máquina», a marca do tridente, Maserati, será retratada em «Maserati: The Brothers». Embora a data de estreia oficial ainda não tenha sido confirmada, o primeiro trailer do filme já foi divulgado.

A equipe de produção é composta por conhecidos nomes, com Andrea Iervolino responsável pela produção — o mesmo envolvido em «Ferrari» e «Lamborghini» — e Bobby Moresco na direção, diretor também do filme sobre a marca do touro. Observadores acompanham que «Ferrari» obteve uma recepção positiva no país, sendo resenhado pelo FlatOut no lançamento, que considerou o drama familiar bem construído, apesar de certas licenças poéticas em relação aos fatos.

Um aspecto notável é a presença de grandes nomes de Hollywood no elenco, incluindo Anthony Hopkins, Al Pacino e Jessica Alba. O enredo concentra-se na trajetória, lutas e no vínculo entre os irmãos Alfieri, Bindo e Carlo Maserati. O trailer inicial destaca os primórdios da companhia, ilustrando a dinâmica de formação da marca entre os irmãos e seus respectivos romances. Posteriormente, a prévia foca no automobilismo da época, mencionando as vitórias históricas da Maserati nas 500 Milhas de Indianápolis em 1939 e 1940.

A expectativa permanece sobre se o filme será uma homenagem fiel, como ocorreu com «Ferrari», ou se tenderá a desvios ficcionais, seguindo o caminho de «Lamborghini», que foi criticado negativamente. Acompanhamento será mantido para divulgação da data de estreia.

Nissan Frontier sai de linha no Brasil

A Nissan encerrou oficialmente a comercialização da picape média Frontier no Brasil, retirando-a do catálogo do site da marca. O fim da Frontier era previsível, visto que ela parou de ser fabricada na Argentina, de onde era importada, no mês anterior, e sua saída do mercado nacional era uma questão de tempo.

A fabricante havia cogitado manter a Frontier em linha, importando-a do México, onde compete ativamente pelo topo do segmento, mas esse plano foi descartado, presumivelmente devido a custos. Durante sua fase final, a Frontier era vendida nas versões Attack, Platinum e Pro-4X, todas equipadas com o mesmo motor diesel biturbo de 2,3 litros, que entrega 190 cv e 45,9 kgfm de torque, acoplado a uma transmissão automática de sete marchas com tração 4x4. Nos últimos meses, com o estoque diminuindo gradualmente, os registros de vendas eram mínimos, registrando apenas 34 emplacamentos no Brasil em julho de 2026.

Contudo, a ausência não será permanente, pois a chegada de uma sucessora já está quase confirmada. Esta picape, denominada Frontier Pro, é uma versão renomeada da Dongfeng Z9, que já está disponível na China desde janeiro de 2025 e possui um conjunto motriz híbrido plug-in de 410 cv e 81,5 kgf. Este sistema combina um motor 1.5 turbo com um motor elétrico integrado ao câmbio, garantindo tração integral constante.

Nova Toyota Hilux deve chegar ao Brasil antes do previsto

Embora o lançamento da nova geração da Toyota Hilux fosse esperado para o próximo ano, os planos foram antecipados. Conforme informações acessadas pelo site Autoblog Argentina sobre o cronograma de lançamentos da Toyota na América Latina, a picape deve estrear no Brasil ainda em 2026.

De acordo com o portal, a nova Hilux começará a ser vendida na Argentina entre novembro e dezembro de 2026, com o lançamento subsequente previsto para o Brasil. A Toyota busca atualizar o modelo rapidamente, pois a picape tem enfrentado dificuldades competitivas, tendo sido recentemente ultrapassada pela Ford Ranger. Embora a diferença seja pequena — 3.402 unidades da Ranger contra 3.365 da Hilux —, este foi o primeiro caso em cinco anos em que a Toyota perdeu a liderança de mercado.

Apesar de ser chamada de «nova geração», a Hilux passa por uma profunda reestilização, mantendo a mesma plataforma, mas com novas seções dianteira e traseira, interior totalmente reformulado e, crucialmente, novas opções de motorização. Além do motor atual de quatro cilindros turbodiesel de 2,8 litros, com 204 cv, disponível com câmbio manual ou automático (ambos de seis marchas) e tração 4x4, a nova Hilux introduzirá versões eletrificadas.

A variante totalmente elétrica chegará primeiro ao mercado argentino, destinada inicialmente a frotistas no início de 2027. Em seguida, a versão híbrida leve será disponibilizada ao público geral no meio do ano. Espera-se que um cenário similar ocorra no Brasil. Adicionalmente, há a notícia de um modelo monobloco, desenhado especificamente para competir com Fiat Toro, Volkswagen Tukan e BYD Mako. Este novo veículo será baseado na plataforma do Toyota Corolla Cross e produzido no Brasil.

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Ford Mustang GT Performance confirmado para o Brasil; revelação de gameplay de GTA VI e novidades automotivas
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Ford Mustang GT Performance confirmado para o Brasil; revelação de gameplay de GTA VI e novidades automotivas

O Festival de Interlagos de 2026 contará com a presença do Ford Mustang GT Performance, além de outros modelos. Durante o evento, a Ford anunciou a chegada deste veículo ao mercado brasileiro, que irá competir com o Mustang Dark Horse, atualmente a única opção disponível no catálogo.

A versão GT Performance utiliza o mesmo motor V8 Coyote de cinco litros presente no Dark Horse, mas com uma calibração ligeiramente reduzida, entregando 492 cv contra os 507 cv do Dark Horse. O torque permanece idêntico, atingindo 57,8 kgfm, assim como a transmissão automática de dez marchas. Este modelo também incorpora os freios Brembo tanto na frente quanto atrás.

Embora a Ford ainda não tenha fornecido todos os detalhes, especula-se que, por ser a porta de entrada para o modelo no Brasil, o GT Performance possa apresentar ajustes distintos na suspensão e direção, permitindo que o Dark Horse mantenha seu foco em uso em pista com suspensão mais firme e direção mais direta. Contudo, isso permanece apenas uma hipótese.

O que está confirmado é o design diferenciado do GT Performance, que inclui acabamento escurecido em rodas, grade, faróis, emblemas e na asa traseira. Além disso, esta versão estreará a nova cor Cinza Avalanche, com acabamento sólido. O Mustang GT Performance deve chegar às concessionárias ainda neste ano, momento em que a Ford deverá detalhar as diferenças entre ele e o Dark Horse e divulgar o preço. Atualmente, o Mustang Dark Horse custa R$ 649.990.

Rockstar finalmente revela gameplay de GTA VI

O tão aguardado GTA VI foi apresentado com mais pormenores. A Rockstar Games liberou um preview mais detalhado, intitulado GTA VI: Um Olhar Estendido, inicialmente na Netflix e posteriormente disponível no YouTube para quem não é assinante do serviço de streaming. O conteúdo é considerado bastante promissor.

O clipe possui mais de 25 minutos de duração e consiste apenas em jogabilidade pura, sem comentários ou cenas de bastidores, incluindo sequências de combate e muita ação veicular, além de cenas da história sem grandes spoilers.

Um ponto notável ocorre por volta dos 17:45 do vídeo: uma corrida curta que demonstra que o mapa de Vice City agora inclui um autódromo real. Inicialmente, especulava-se que a pista seria uma réplica do road course do Autódromo de Sebring, na Flórida, mas agora sabe-se que apenas a linha de largada/chegada e a reta oposta possuem alguma semelhança com a pista original. Adicionalmente, o comportamento dos veículos e as informações da interface, como tempos de volta e um mapa de posicionamento, sugerem que GTA VI terá uma mecânica de corrida dedicada, e não apenas momentos improvisados durante as missões.

Isso reforça a teoria de que a física dos carros em GTA VI será mais realista, exigindo que o jogador controle aceleração e frenagem no momento certo para negociar as curvas, o que agrada a parte dos jogadores críticos à física anterior considerada muito 'arcade'. Visualmente, o jogo apresenta um título muito atraente e gráficos que parecem de próxima geração se comparados ao GTA V, lançado em 2013. Apesar da idade do GTA V, o GTA VI mantém o 'clima' característico da franquia no tratamento fotográfico, movimentos de câmera e diálogos.

Novo Lotus Esprit terá versão com motor V6 híbrido

O renascimento do Lotus Esprit, previsto para 2028, marca o retorno do supercarro britânico após mais de duas décadas de ausência, sendo o último exemplar produzido em 2024, encerrando uma trajetória de mais de 30 anos.

O cenário atual exige mudanças, e o Esprit, conhecido internamente como Type 135, também será adaptado. Anteriormente, a Lotus havia confirmado que o sistema de propulsão usaria um motor V8 com tecnologia híbrida. Essa adoção foi garantida pela fabricante como necessária para cumprir os limites de emissões, ao mesmo tempo em que assegurava o desempenho esperado de um superesportivo Lotus.

A Lotus planeja que o Esprit preencha a lacuna entre o Emira, seu esportivo de entrada atual, e o hipercarro elétrico Evija, justificando a escolha do V8 híbrido. Simultaneamente, a empresa reafirma seu compromisso com uma dinâmica 'emocionante e mecânica' para o Esprit, o que implica considerações sobre o peso. É nesse contexto que o V6, já utilizado pelo Emira, entra em jogo.

Segundo fontes da Autocar, a Lotus decidiu incluir uma variante com motor V6 no Esprit especificamente para torná-lo mais acessível e mais leve, visando um peso em torno de 1.500 kg, aproximando-o da filosofia original da Lotus. Embora o Esprit original utilizasse um V8, o novo sistema de propulsão poderia alcançar cerca de 1.000 cv, o que muitos entusiastas consideram inadequado para um Lotus. Já no Emira, o V6 gera aproximadamente 540 cv auxiliado por um motor elétrico, o que parece mais coerente com o perfil de um Lotus. A questão central era justamente buscar leveza e simplicidade.

É importante notar que o nome Esprit ainda não foi totalmente confirmado. Fontes ligadas à Lotus indicam que é o nome preferido, mas a fabricante ainda avalia outras opções.

Porsche comenta sobre 911 Slantnose de fábrica: “não é impossível”

Entre os ícones da silhueta clássica do 911, destacam-se as edições especiais que fogem desse formato. Um exemplo notório é o Porsche 911 Slantnose, um exemplar único encomendado há mais de 40 anos e que permanece como um dos mais emblemáticos one-off da história. Este carro foi feito sob encomenda para Mansour Ojjeh, proprietário da TAG, e essencialmente era um Porsche 935 de competição adaptado para uso rodoviário, mantendo a carroceria com para-lamas alargados e, crucialmente, o nariz abaixado com faróis retráteis.

Naquela época, o veículo gerou grande repercussão, levando a Porsche a produzir, segundo suas próprias estimativas, 948 unidades sob encomenda para clientes de alto poder aquisitivo. Avançando para 2026, a Porsche lançou o 911 Flachbau, criado através de seu programa exclusivo Sonderwunsch sob encomenda de um cliente anônimo. Baseado em um 911 GT2 RS 2018, a Porsche desenvolveu uma versão moderna do clássico dos anos 80, apresentando uma carroceria inteiramente nova e uma frente baixa sem faróis retráteis, devido às normas de segurança vigentes.

Este carro foi imediatamente aclamado pela comunidade, o que suscitou a dúvida sobre a possibilidade de tal design se tornar um opcional de fábrica ou, pelo menos, uma série limitada fora do programa Sonderwunsch. Alexander Fabig, Vice-Presidente de Produtos e Individualização da Porsche, respondeu afirmativamente, mas com ressalvas.

Em conversa com jornalistas americanos do The Drive, Fabig detalhou que a concepção do programa Sonderwunsch sempre teve como objetivo inspirar os produtos de série da empresa. Ele citou diversos exemplos dos últimos 50 anos onde elementos iniciaram como pedidos individuais e, subsequentemente, migraram para a linha de produção, passando de opcionais exclusivos da Manufaktur para opcionais e, finalmente, produtos de série. Fabig mencionou os pacotes X50 e X51, que aumentaram a potência do Porsche 911 Turbo da geração 993, e o próprio 911 Turbo S, que começou como um pedido especial.

Ele também comentou sobre cores personalizadas: quando um cliente solicita uma cor, ele assina um termo que permite à Porsche incluí-la no catálogo padrão em um ano, diluindo os custos de desenvolvimento. Portanto, Fabig concluiu que é bastante provável que se vejam elementos ou releituras do Slantnose como opção de fábrica, embora não seja uma promessa formal da Porsche. O simples fato de ser declarado como algo possivelmente viável, sem questionamentos, já é considerado relevante.

Porsche nega rumores sobre o fim do Taycan; lançado novo Toyota RAV4 híbrido plug-in
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Porsche nega rumores sobre o fim do Taycan; lançado novo Toyota RAV4 híbrido plug-in

A Porsche refutou especulações de que planeja descontinuar o modelo Taycan, enquanto o mercado automotivo apresenta outras novidades, como o lançamento de uma versão híbrida plug-in do Toyota RAV4 e estudos de retorno da Chevrolet ao segmento de caminhões no Brasil.

Historicamente, a Porsche diversificou sua linha, introduzindo o SUV Cayenne e o Boxster na década de 1990 para apoiar o 911. Contudo, em 2026, observa-se uma inversão curiosa: o 911 mantém números de vendas consistentes, ao passo que o restante da linha enfrenta dificuldades de comercialização.

Recentemente, houve ampla cobertura midiática sobre a intenção do Grupo Volkswagen de otimizar sua linha para conter custos e prejuízos, visando reduzir pela metade o número de modelos em todas as suas marcas. Dentro desse escopo, o Porsche Taycan foi apontado como um dos potenciais candidatos ao fim de produção. Uma nota divulgada na revista econômica alemã WirtschaftsWoche sugeria que o sedã elétrico poderia ser descontinuado até 2030, sendo que a Porsche chegou a cogitar um encerramento ainda mais precoce.

Em resposta direta a esses rumores, a Porsche se manifestou publicamente. Um porta-voz da marca informou à publicação Robb Report que não existe nenhum plano de curto prazo para retirar o Taycan do mercado. Pelo contrário, a fabricante realizou investimentos significativos no veículo e está monitorando a procura por ele.

Apesar disso, a demanda pelo Taycan apresentou uma redução notável nos últimos anos, registrando pouco mais de 16.000 unidades vendidas em 2025, o que representa uma queda acentuada comparada às mais de 41.000 unidades vendidas em 2021. Isso sugere que a Porsche pode ter superestimado o interesse do público por veículos elétricos em seu nicho de atuação.

A declaração feita ao Robb Report ecoa o posicionamento anterior da Porsche sobre os futuros modelos Boxster e Cayman elétricos, reforçando que os planos permanecem válidos devido aos grandes investimentos já realizados nestes carros, impossibilitando desistir no momento. O futuro desses modelos permanece sob observação.

Tendências na Indústria Automotiva

No setor, uma tendência crescente é a redução de botões nos painéis, substituindo-os por telas sensíveis ao toque e comandos de voz. A BMW segue essa linha, alegando que a ausência de comandos físicos em seus modelos mais novos se deve à preferência dos jovens por interagir com seus carros por voz. Vikram Pawah, CEO da divisão australiana da BMW, comentou com a CarExpert que comandos de voz e toque estão se popularizando, atribuindo isso, em parte, a uma questão geracional. Ele observou que a geração mais jovem, com 45 anos ou menos, adota essas tecnologias mais rapidamente, priorizando a velocidade e sendo multitarefas.

Embora essa justificativa pareça plausível, ela negligencia aspectos cruciais de ergonomia e segurança. Botões físicos e táteis oferecem a vantagem inigualável de não forçar o motorista a desviar o olhar da pista. A memória muscular permite ajustes rápidos, como controle de temperatura ou troca de rádio. Em contraste, uma tela sensível ao toque exige foco visual e navegação por menus, desviando atenção necessária para a condução.

Argumenta-se que justificar o fim dos botões como uma adaptação à 'demanda da juventude multitarefa' é, na verdade, uma narrativa conveniente. O motivo real dessa mudança forçada é financeiro: softwares e telas são mais econômicos de produzir que comandos físicos. Benedetto Vigna, atual CEO da Ferrari, confirmou que os conjuntos de comandos por toque podem custar até 50% menos do que um painel completo de interruptores mecânicos, fiação dedicada e moldes plásticos.

Lançamento do Novo Toyota RAV4 Híbrido Plug-in

A Toyota introduziu no mercado brasileiro o novo RAV4 equipado com um sistema híbrido plug-in. Esta versão, denominada XSE, completa a linha do SUV, cuja nova geração foi apresentada no Brasil em abril de 2026. Pelo preço de R$ 399.990, o RAV4 XSE PHEV se posiciona acima das versões S e SX, que utilizam um sistema híbrido tradicional.

O trem de força combina um motor de quatro cilindros aspirado de 2,5 litros, gerando 189 cv e 24,2 kgfm, juntamente com três motores elétricos. A potência total alcançada é de 329 cv, permitindo que o SUV acelere de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos e atinja uma velocidade máxima de 180 km/h, tornando-o a versão mais potente do RAV4 vendida no Brasil. A Toyota informa que a nova bateria de íons de lítio de 22,7 kWh possibilita percorrer até 61 km em modo totalmente elétrico, conforme o padrão Inmetro. Adicionalmente, o SUV passou a suportar carregamento rápido em corrente contínua (DC) de até 50 kW, além de 11 kW em corrente alternada.

Internamente, o SUV conta com um painel digital de 12,3 polegadas e uma central multimídia de 12,9 polegadas equipada com som JBL, além da versão 4.0 do pacote Toyota Safety Sense. No entanto, a instalação da bateria maior sob o assoalho resulta em uma limitação prática: o porta-malas oferece 421 litros, um volume inferior aos 749 litros disponíveis nas configurações híbridas convencionais S e SX. Apesar do aumento de potência (329 cv contra 306 cv da versão plug-in anterior) e da inclusão do carregamento rápido, a Toyota manteve o preço em R$ 399.990, idêntico ao valor cobrado no lançamento do PHEV da geração anterior em 2024.

Chevrolet Estuda Retorno ao Segmento de Caminhões no Brasil

Mais de três décadas se passaram desde que a Chevrolet suspendeu a venda de caminhões no Brasil. Os últimos modelos, que eram médios e pesados da Série 11000 a 22000 (como D-12000 e D-14000), foram retirados de linha em meados da década de 1990. Posteriormente, a GM tentou uma incursão na segunda metade dos anos 1990, transferindo a divisão de comerciais pesados para a marca GMC. Nesse período, foram introduzidos no país o GMC Kodiak, um caminhão bicudo importado dos Estados Unidos, e os modelos leves das linhas 6-100 e 6-150, além de linhas médias baseadas em projetos da Isuzu.

Essa operação, contudo, teve curta duração e foi formalmente encerrada no início dos anos 2000. Agora, mais de vinte anos depois, a Chevrolet avalia um retorno ao segmento de veículos pesados no Brasil. Segundo informações da Autoesporte, o foco atual seria restabelecer a colaboração local com a Isuzu, direcionada primariamente a caminhões leves destinados ao uso urbano.

Nos Estados Unidos, a Chevrolet comercializa a linha Low Cab Forward (LCF), que consiste em caminhões urbanos de cara chata, essencialmente modelos da Isuzu renomeados com a identidade visual da marca. Embora os detalhes dessa possível parceria no Brasil ainda sejam incertos, uma alternativa levantada é a importação de modelos fabricados no Uruguai, seguindo o exemplo de Ford e Kia com seus respectivos veículos comerciais. A razão para essa possibilidade reside no acordo de livre comércio Mercosul, que isenta veículos montados no país vizinho de impostos de importação, diminuindo significativamente os custos de entrada no mercado nacional.

Se este projeto avançar, a meta é competir com marcas estabelecidas no transporte urbano, como a família Volkswagen Delivery e modelos sul-coreanos e chineses do setor. Para a Chevrolet, isso representaria uma oportunidade de reconquistar um segmento historicamente lucrativo e importante, com um custo de desenvolvimento relativamente baixo, aproveitando a vasta infraestrutura de sua rede de concessionárias que cobre todo o território nacional.

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