Na infância, Kanika Ahuja confundia um lixão com uma pequena colina e gostava de brincar lá até que lhe alertaram sobre possíveis lesões ou doenças. Anos depois, essa memória de infância definiu sua ambição de trabalhar na economia circular.
Embora seus pais administrassem a Conserve India, seu pai não desejava que ela se juntasse a esse setor. Kanika estudou engenharia, depois obteve um MBA e começou a trabalhar em pesquisa de mercado.
Em 2015, ela decidiu mudar para o setor de desenvolvimento. Em 2016, juntou-se à Conserve India, onde começou a repensar o potencial do trabalho da empresa. Ela observou que o trabalho da Conserve India parecia apenas uma atividade de casa de exportação, o que levou a equipe a fazer uma pausa e reavaliar suas atividades.
Essa pausa levou à criação da Lifaffa em 2017 — uma empresa social independente que transforma sacolas plásticas descartadas em novo tecido para fazer bolsas, carteiras, mangas e outros itens. Kanika relatou que eles desenvolveram uma tecnologia para converter plástico descartável em novo têxtil, e a variedade de cores tornou-se uma vantagem, permitindo criar padrões em vez de enviar resíduos para aterros sanitários.
Em 2017, a Lifaffa foi convidada para a Lakme Fashion Week, e Kanika acredita que a exibição de suas bolsas e carteiras neste evento foi um 'grande ponto de partida para a marca'. Na data do relatório, em julho de 2022, a marca atingiu uma receita de 10 milhões de rúpias, reciclando cerca de uma tonelada de plástico por mês e quase 12 toneladas por ano.
A Lifaffa colabora com 200 trabalhadores de reciclagem de resíduos e 300 artesãos, muitos deles mulheres. Além disso, a marca uniu forças com mulheres refugiadas do Afeganistão que possuem habilidades artesanais tradicionais. Apesar do progresso alcançado, Kanika enfatiza que o caminho ainda é longo, pois as pessoas ainda questionam por que gastar dinheiro em itens feitos de 'lixo'.
