O Departamento de Saúde emitiu um comunicado para dissipar preocupações entre os sul-africanos relativas à escassez de medicamentos e às alterações na aparência dos medicamentos fornecidos em instituições médicas públicas. O Departamento enfatizou que quaisquer mudanças na cor, forma ou embalagem dos medicamentos não afetam sua qualidade, segurança ou eficácia.
Um representante do Departamento, Foster Mohale, afirmou que os relatos de que os medicamentos parecem diferentes ou são fornecidos em embalagens alternativas não devem ser interpretados como prova de falta de medicamentos ou mudanças no tratamento. Mohale esclareceu que a mudança de cor, forma, embalagem ou fabricante do medicamento não significa que o próprio medicamento tenha mudado.
Aparência diferente, mesmo medicamento
O Departamento explicou que as instituições médicas públicas recebem medicamentos de vários fornecedores aprovados, que cumprem rigorosos padrões regulatórios e de qualidade. Como resultado, os pacientes podem receber medicamentos de diferentes fabricantes ao longo do tempo, o que causa diferenças na aparência.
Mohale esclareceu que, apesar das diferenças externas, esses medicamentos contêm ingredientes ativos idênticos, possuem a mesma força e qualidade, e proporcionam os mesmos benefícios terapêuticos. Eles são aprovados como seguros, eficazes e intercambiáveis. Além disso, os profissionais de saúde — médicos, farmacêuticos e enfermeiros — estão autorizados a prescrever medicamentos equivalentes para garantir a continuidade do tratamento dos pacientes. Pacientes com dúvidas sobre as mudanças na medicação foram aconselhados a consultar especialistas médicos para obter esclarecimentos.
Continuidade dos cuidados
O Departamento também procurou aliviar a crescente ansiedade sobre a escassez de medicamentos em algumas partes do país, salientando que os relatos de escassez de estoque não significam necessariamente que os pacientes não conseguirão receber tratamento. De acordo com o departamento, a escassez está frequentemente relacionada a uma marca, fornecedor ou tamanho específico da embalagem, e não ao medicamento em si.
Mohale observou que, em alguns casos, um produto de uma marca, tamanho de embalagem ou fornecedor específico pode estar temporariamente indisponível, enquanto um medicamento equivalente permanece disponível. O Departamento acrescentou que o pessoal médico fornece regularmente alternativas clinicamente apropriadas para garantir a continuidade dos cuidados.
Monitoramento de estoques
O Departamento reconheceu que as cadeias de suprimentos de medicamentos permanecem vulneráveis a interrupções internacionais, incluindo atrasos na produção, escassez de matérias-primas, aumento da demanda global e problemas de transporte. Mohale informou que, como muitos outros países, a cadeia de suprimentos de medicamentos sul-africana é por vezes afetada por fatores fora do controle do sistema de saúde.
Apesar dessas dificuldades, as autoridades declararam que esforços estão sendo feitos para minimizar interrupções e manter o acesso a medicamentos vitais. Para reforçar o controle sobre a disponibilidade de medicamentos, o departamento monitora constantemente os estoques através do Centro Nacional de Vigilância e do Sistema de Visibilidade de Estoques (SVS), que é uma ferramenta digital de monitoramento na plataforma web. Esses sistemas fornecem alertas antecipados sobre potenciais problemas de fornecimento e permitem que os órgãos de saúde trabalhem com províncias, instituições, fornecedores e reguladores para mitigar riscos antes que afetem os pacientes. O Departamento reafirmou seu compromisso em garantir que os sul-africanos continuem a receber medicamentos 'seguros, eficazes e garantidos em qualidade' através do sistema de saúde público.
