Projeto Casa Klaus da Neo Architects: Residência costeira contemporânea em terreno inclinado
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Projeto Casa Klaus da Neo Architects: Residência costeira contemporânea em terreno inclinado

A equipe de projeto da Neo Architects recebeu um briefing para desenvolver uma residência costeira moderna com seis quartos, situada em um terreno acentuadamente inclinado dentro do Condomínio Romansbaai. O objetivo principal do cliente era otimizar as vistas panorâmicas do mar, ao mesmo tempo em que a casa demonstrasse sensibilidade à topografia local, aos ventos predominantes e às severas limitações de altura impostas.

Além disso, o projeto deveria incorporar grandes áreas internas e externas de convívio, instalações de bem-estar, acomodações para hóspedes e adotar práticas de design sustentável, como o uso de energia solar, a coleta de água da chuva e telhados verdes. A solução arquitetônica buscou harmonizar o luxo com a consciência ambiental, resultando em uma moradia durável, de pouca manutenção, que se integra perfeitamente tanto à paisagem de fynbos circundante quanto ao ambiente costeiro em constante mudança.

O conceito central do projeto é denominado «Vida Fragmentada». Ele consiste em um conjunto de volumes espaciais distintos, meticulosamente organizados para reagir à dramática topografia do terreno, às vistas deslumbrantes do oceano e à vegetação nativa. Em vez de ser concebida como uma estrutura única e maciça, a função da residência foi dividida em vários pavilhões interligados, separando as zonas públicas, privadas e de lazer, mas mantendo uma identidade arquitetônica coesa.

Um eixo de circulação central funciona como o elemento organizador da casa, conectando fisicamente e visualmente esses espaços fragmentados em um todo integrado. Este corredor de ligação se estende para fora dos limites do edifício, fortalecendo a relação entre a arquitetura e a paisagem, e facilitando uma passagem suave entre o interior e o exterior. Pátios, terraços e enquadramentos visuais tornaram-se partes essenciais da experiência espacial, permitindo que o fynbos e a linha costeira circundante penetrem no interior da casa.

O edifício foi posicionado com extremo cuidado no terreno íngreme, seguindo as curvas de nível naturais para diminuir o impacto visual, cumprir as regras de altura e reduzir a necessidade de escavação. A presença de telhados verdes e a manutenção da vegetação original ajudam a amenizar ainda mais a aparência da construção, fazendo com que a arquitetura pareça uma extensão do próprio terreno, e não um objeto imposto sobre ele. O resultado final é uma residência litorânea contemporânea que consegue equilibrar a sensação de abertura com a proteção, celebrando as características singulares de seu entorno e criando uma sucessão de ambientes que são integrados, mas ao mesmo tempo íntimos.

O corte transversal do projeto ilustra como a edificação se adapta ao declive natural do solo, ao mesmo tempo em que respeita as restrições de altura do condomínio. Os diferentes níveis de piso dispostos em degraus organizam o programa ao longo do terreno, estabelecendo conexões claras entre as áreas de convívio, os espaços privados e os terraços externos. Áreas com pé-direito duplo potencializam a entrada de luz natural e a comunicação espacial, enquanto o eixo de circulação unifica os volumes fragmentados em um conjunto harmonioso. O corte também evidencia a fusão entre a forma construída e a paisagem vizinha, juntamente com os telhados verdes.

Um dos maiores obstáculos enfrentados foi conciliar os amplos requisitos funcionais do cliente com as Diretrizes de Desenho Urbano do Condomínio Romansbaai. A política de conservação ecológica do condomínio impõe limites à taxa de ocupação, visando minimizar a escavação e preservar a paisagem nativa de fynbos, o que gera restrições consideráveis à área que pode ser construída. Somando-se a isso as rigorosas restrições de altura, que limitavam a construção a dois andares, acomodar uma residência de seis quartos demandou uma estratégia espacial extremamente detalhada. O projeto resolveu este desafio organizando o programa de maneira eficiente ao longo do terreno inclinado, utilizando volumes fragmentados, níveis de piso escalonados e espaços abertos integrados, garantindo a máxima funcionalidade e o cumprimento dos objetivos ambientais do condomínio.

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A Casa Zimbro, desenvolvida pela Stemmer Rodrigues Arquitetura, foi concebida a partir da intenção de criar uma arquitetura que mantenha continuidade com o ambiente circundante, evitando impor-se ao entorno, mas sim integrando-se a ele de modo natural e sensível.

Localizada entre um lago e um jardim, a residência possui um desenho leve e convidativo, funcionando como um santuário que estimula tanto a reflexão quanto a convivência social.

A combinação de concreto aparente e madeira natural, aliada à transparência dos painéis de vidro, cria uma conexão permanente entre os espaços internos e externos, desfazendo fronteiras e acentuando a presença da natureza em todas as áreas.

O projeto se desenvolve a partir do seu contexto imediato, dando grande valor à paisagem como componente essencial da vivência arquitetônica. Esse diálogo constante com o local confere à Casa Zimbro uma aura de tranquilidade, projetada para acompanhar o ritmo diário de maneira fluida e harmoniosa.

O nome «Zimbro» é uma alusão à planta comum em regiões costeiras, conhecida por sua resistência e aroma, sendo frequentemente ligada a sabores, reuniões e festividades. Esta escolha conceitual reforça a ideia de pertencimento e permanência, ao mesmo tempo que evoca a leveza dos momentos partilhados.

Dessa forma, a Casa Zimbro se estabelece como um espaço meticulosamente planejado para o convívio, a união e a realização de experiências coletivas, concretizando autenticamente o prazer de viver em sintonia com a natureza.

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O projeto foi concebido para atender às necessidades de uma família composta por três indivíduos. A organização da rotina diária na casa é feita através de uma sucessão de ambientes, nos quais a estrutura, a iluminação e os espaços vazios definem a vivência interna.

A escolha de uma gama restrita de materiais e o uso de superfícies brancas facilitam a circulação da luz natural entre as fachadas, fazendo com que a luminosidade se estabeleça como o fator organizador primordial do projeto.

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