Em uma declaração publicada por uma das organizações, afirma-se que a imposição do currículo israelense a mais de 45.000 alunos em Jerusalém constitui um ataque sistemático à identidade das gerações de Jerusalém e uma violação do direito internacional.
Um representante desta organização, Marouf Al-Rifai, alertou em uma nota sobre as 'sérias consequências' da decisão das autoridades israelenses de introduzir o plano de estudos israelense em todos os novos cursos de primeiro e sétimo ano, que começarão amanhã no ano letivo nas escolas públicas do Leste de Jerusalém.
Al-Rifai expressou pesar, afirmando que isso representa uma violação do direito dos alunos de Jerusalém de receber educação baseada em currículos que reflitam sua história, cultura nacional e identidade.
De acordo com o jornal israelense Haaretz, até o ano letivo de 2026-2027, cerca de 39.363 alunos palestinos frequentarão aulas sob o programa israelense em 105 escolas municipais.
O número total de alunos afetados, segundo o Governo Geral de Jerusalém, excederá 45.000, representando aproximadamente 38% do total de cerca de 120.000 alunos do Leste de Jerusalém.
Após a anexação do Leste de Jerusalém por Israel em 1980, o sistema educacional nas áreas palestinas da cidade continuou a seguir o currículo da Cisjordânia, que originalmente era baseado no plano de estudos jordaniano e depois foi substituído pelo palestino.
Haaretz também relata que nos anos superiores do ensino primário e secundário (do segundo ao sexto e do oitavo ao décimo segundo, respectivamente), algumas matérias continuarão a usar o programa palestino, e isso persistirá em escolas e centros privados não oficialmente reconhecidos por Israel.
