Federação do Reino Unido planeja primeira arena de eSports para 2026; comparativo com o cenário brasileiro
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Federação do Reino Unido planeja primeira arena de eSports para 2026; comparativo com o cenário brasileiro

Historicamente, os esportes eletrônicos competiam em locais não especializados, como ginásios, centros de convenções ou estádios de futebol temporariamente adaptados. Contudo, esse cenário está mudando globalmente, com a construção ou reforma de edifícios específicos para sediar competições, transmissões e receber o público.

Um exemplo notável desse avanço ocorre em Sunderland, na Inglaterra, onde a British Esports, a federação nacional britânica de eSports, está construindo a British Arena. Este local representa a primeira arena deste tipo erguida por uma federação nacional na Europa, sendo a primeira com apoio financeiro e chancela de uma organização de âmbito nacional, embora não seja a primeira casa dedicada a esses esportes no país.

A British Esports anunciou o projeto em julho de 2025. A arena terá mais de 1.300 metros quadrados e será instalada ao lado do National Esports Performance Campus (NEPC) em Sunderland. O design foi feito sob medida para eventos ao vivo, competições de alto nível e experiências imersivas, incluindo um anfiteatro com 200 assentos, uma tela de LED de 17 metros de largura, estúdios de produção e transmissão, áreas de varejo e hospitalidade, salas de treino e um amplo espaço externo para atividades.

Embora o prazo inicial de inauguração fosse abril de 2026, ele foi postergado para o final do verão de 2026, com nova data confirmada para 22 de setembro.

O modelo brasileiro

Em contraste com a abordagem da British Esports, o Brasil adota um modelo distinto. As arenas de eSports no Brasil apresentam um padrão mais disperso, distribuído entre entidades privadas, arenas municipais, instalações dentro de shoppings e estádios. Devido a essa distribuição, existem várias arenas dedicadas aos esportes eletrônicos atualmente.

Em Brasília, por exemplo, encontra-se a Arena Glacon, que dispõe de 20 computadores e consoles, utilizada tanto para organizar torneios quanto para os chamados «corujões», um evento tradicional nos jogos no Brasil.

São Paulo também abriga múltiplas arenas. Entre elas, destaca-se a MAX Arena, situada na Mooca, com capacidade para 900 pessoas em pé e 600 sentadas. Adicionalmente, o estado possui a Riot Games Arena, local de grandes eventos como o CBLOL, que é a principal competição profissional de League of Legends no Brasil.

Outro ponto relevante é a Arena Gamer do Engenhão, considerada a primeira arena pública dedicada a eSports no Brasil. Inaugurada em 17 de janeiro de 2024 pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, ela funciona como um centro de oportunidades para o universo dos games, eSports, economia criativa e tecnologia.

O modelo brasileiro prioriza a diversidade, resultando em espaços de variados portes espalhados pelo território nacional. Isso decorre da ausência de uma federação centralizada, como vista no Reino Unido, e da natureza limitada das iniciativas governamentais. Há uma carência de uma política nacional consolidada, presente em países como o Reino Unido, e de sustentabilidade financeira para essas estruturas fora dos dias de eventos.

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