O ataque do Congresso ao governo ocorreu após a publicação dos dados sobre o crescimento do PIB indiano em 7,8% no trimestre de abril a junho. O partido da oposição declarou que este indicador não é uma 'primavera econômica' e representa um 'quadro altamente distorcido' do estado da economia.
A oposição questionou por que o crescimento econômico do país não está se transformando em empregos e bem-estar. Em resposta, o Primeiro-Ministro Narendra Modi caracterizou os resultados do primeiro trimestre como 'exemplares' e um 'conquista titânica'.
O secretário-geral do Congresso, Jayram Ramesh, observou que os indicadores trimestrais do PIB não refletem a diminuição nos investimentos privados, tanto domésticos quanto estrangeiros. Ele afirmou em uma postagem no X que os números trimestrais apresentados criam um 'quadro altamente distorcido' da economia, pois não transmitem claramente a queda no sentimento de investimento privado.
Ramesh também alegou que a confiança do consumidor está fraca, as taxas de poupança das famílias caíram e a dívida atingiu níveis recordes. Ele acrescentou que os preços dos bens essenciais estão subindo rapidamente e que a taxa de desemprego educacional causa séria preocupação. Além disso, ele apontou o impacto destrutivo do déficit comercial contínuo com a China.
Além disso, Ramesh declarou que a concentração de setores chave nas mãos de grandes conglomerados tem um 'impacto prejudicial'. Ele enfatizou que a riqueza das cinco famílias mais ricas da Índia aumentou em 400%, enquanto o salário real dos trabalhadores contratados diminuiu.
Pavan Khera, chefe de mídia e relações públicas do Congresso, afirmou que o crescimento trimestral de 7,8% não é uma 'primavera econômica'. Ele perguntou, se a Índia realmente 'floresceu', por que a realidade é definida pelo desemprego generalizado, vazamentos de materiais de exames e um sistema educacional em colapso.
Khera também questionou por que a prosperidade da república não se traduz no bem-estar de seus cidadãos. Criticando os comentários do primeiro-ministro, ele observou que os indicadores do PIB refletem a produção nacional, e não empregos, salários ou oportunidades. Ele concluiu, dirigindo-se à juventude indiana: 'Modi pode gerenciar seus títulos. Para a juventude indiana, a questão permanece a mesma: Onde estão os empregos?'
A crítica do Congresso surgiu depois que o governo publicou dados mostrando que a economia indiana cresceu mais do que o esperado — 7,8% em abril-junho. Este indicador superou a previsão do Banco de Reserva da Índia de 7% para este trimestre e manteve a Índia como uma das maiores economias em rápido crescimento do mundo.
Em resposta a esses dados, o Primeiro-Ministro Modi reagiu aos céticos, afirmando que 'os pessimistas estavam condenados e a Índia floresceu novamente'. O Primeiro-Ministro classificou o crescimento do PIB indiano no primeiro trimestre do ano fiscal de 2026-27 como uma 'conquista titânica'. Ele explicou isso dizendo que 'a força coletiva de nosso povo garantiu esse crescimento à Índia, apesar dos choques nos preços do petróleo e dos problemas na cadeia de suprimentos em meio à incerteza global'.
O crescimento no primeiro trimestre é comparado com a expansão de 6,9% no trimestre do ano anterior. O RBI prevê que a economia indiana crescerá 6,7% durante todo o ano fiscal de 2026-27.



