Treinador dos Springboks, Rassie Erasmus, responde à crítica de Dave Rennie sobre o jogo de scrum antes do terceiro jogo
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Treinador dos Springboks, Rassie Erasmus, responde à crítica de Dave Rennie sobre o jogo de scrum antes do terceiro jogo

O treinador dos Springboks, Rassie Erasmus, deu uma resposta contundente aos comentários do seu colega dos All Blacks, Dave Rennie, que acusava a equipa sul-africana de estar a 'passear' durante o scrum.

A escalada de acusações mútuas entre o treinador dos Springboks, Rassie Erasmus, e o seu adversário dos All Blacks, Dave Rennie, ocorreu na segunda-feira. Erasmus continuou a insistir que os alas da África do Sul não estão a 'passear' no scrum.

Rennie levantou esta acusação após o segundo teste, realizado em Cidade do Cabo no sábado, afirmando que os Springboks estavam a mover-se intencionalmente no scrum para obter penáltis. Estas declarações causaram insatisfação no jogador dos Springboks, o prop esquerdo Ox Nche, e agora em Erasmus mesmo.

Erasmus acusou Rennie de apresentar a sua opinião como um facto estabelecido, em vez de usar os canais oficiais disponíveis para os treinadores.

Facto versus Opinião

Após o anúncio da equipa para o terceiro teste, Erasmus declarou: 'A minha desilusão não foi tanto com a opinião dele, mas com o momento em que a opinião é apresentada como facto'. Ele sublinhou que existem protocolos claros para tais situações.

'Agora existem protocolos claros. Você pode enviar cinco vídeos para o sistema de arbitragem da World Rugby, e é lá que suas preocupações devem ser levantadas. Se eu me sentar aqui e disser que a Nova Zelândia está a limpar ilegalmente a bola na posse, e os árbitros devem considerar isso, isso não está de acordo com o protocolo. É uma conversa com os árbitros através da mídia, e eu já sofri com isso antes', observou ele.

Anteriormente, Erasmus enfrentou problemas devido à crítica pública à arbitragem da World Rugby, e ele claramente temia a repetição de tal cenário. Ele acredita que os comentários de Rennie podem criar uma narrativa que influenciará a opinião pública e exercerá pressão adicional sobre os árbitros oficiais.

'Assim que você lança essa narrativa, todos começam a focar nela — todas as mídias, todos os podcasts, todos começam a analisar isso — e muitas pessoas que fazem essa análise não têm conhecimento real sobre scrums', disse Erasmus. 'O que está acontecendo é que as pessoas interpretam os comentários de Dave como um facto.'

Imediatamente após a vitória dos Springboks sobre os All Blacks por 33-26 no sábado à noite, Erasmus já começou uma defesa firme da sua equipa. Ele perguntou: 'É a primeira vez na história que essas pessoas dizem que estamos a passear. Então, por que quereríamos começar a passear agora?'

Ele também apontou para estatísticas: 'Os primeiros seis scrums no campo de jogo da Nova Zelândia foram completamente encerrados. E isso foi derrubado, derrubado, derrubado, derrubado. Por que isso acontece sempre apenas na bola deles? Então, não invente essa bobagem e diga que estamos a passear, e tente levar isso para a mídia. Nós não estamos a passear, caramba. Nós passamos pelo scrum. Nunca, nunca, nunca fomos acusados de passear, então eu não entendo.'

Rennie viola o protocolo

Erasmus manteve esta posição na segunda-feira, enquanto os Springboks se preparam para o decisivo terceiro jogo em Joanesburgo. Ele declarou: 'Nós nunca ordenamos à equipa que passeie ao lado do adversário, isso não é a nossa força, então não agimos assim.'

O treinador Bok salientou que não se opõe a Rennie levantar questões sobre o scrum, mas insistiu na existência de um procedimento adequado para isso. 'Eu não estou chateado com o fato de Dave querer transmitir seu ponto de vista. Há muitas coisas que eu gostaria de dizer sobre a Nova Zelândia também, mas há um sistema que devemos seguir', acrescentou Erasmus.

Ele esclareceu: 'Eu só tenho cinco clipes que posso enviar após o jogo, então menções públicas a outros incidentes contradizem o protocolo, pois isso deve passar pelo sistema. Não queremos exercer mais pressão sobre os árbitros através da mídia.'

Apesar da retórica crescente, Erasmus insistiu na ausência de inimizade pessoal entre os dois treinadores. 'Eu sou amigo do Dave e entendo o que ele está tentando fazer.'

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O treinador da equipe Springboks, Rassie Erasmus, respondeu firmemente às alegações de que os jogadores sul-africanos estão cometendo atos ilegais durante os rucks no maior confronto de rugby.

Erasmus refutou as suposições de que a África do Sul intencionalmente se estava 'espremendo' no ruck durante a vitória por 33-26 no segundo jogo do grande confronto em Cidade do Cabo contra a Nova Zelândia. Ele expressou insatisfação com a narrativa sobre o ruck dos Boks e insistiu que não há razão para uma mudança repentina na tática de seus alas na posição inicial e um 'movimento' intencional.

Embora a equipe Boks tenha obtido menos vantagens nos rucks no sábado do que no primeiro jogo, isso ainda forneceu uma base forte para os anfitriões e os ajudou a empatar a série, que ainda não foi concluída.

Questões técnicas do treinador dos All Blacks

O treinador dos All Blacks, Dave Rennie, questionou a técnica dos campeões mundiais no ruck e afirmou que o árbitro Angus Gardner os parou quando eles se moveram mais para a esquerda de sua marca. Após a derrota, Rennie observou: 'Daremos feedback sobre isso; para nós, continua sendo um problema que eles possam se espremer e passar direto pelo nosso tighthead.'

O técnico neozelandês levantou a questão do 'espremimento' no ruck pela primeira vez após o primeiro jogo. Ele acrescentou: 'Há alguns pontos técnicos que compartilharemos novamente, mas acho que, no final das contas, ambas as equipes conseguiram jogar nos rucks, e eu acredito que Angus fez um ótimo trabalho. Hoje à noite (sábado), os rucks foram melhores.'

Negação das acusações de atos ilegais

O mentor dos Boks rejeitou as alegações de jogo ilegal no ruck. 'Nós jogamos com este grupo de rapazes juntos, então é a primeira vez na história que as pessoas dizem que estamos nos espremendo. Então, por que começaríamos subitamente a nos espremer no ruck?' - disse Erasmus em coletiva de imprensa após o jogo. Ele também apontou que os primeiros seis rucks da Nova Zelândia falharam e foram constantemente derrubados, perguntando por que o ruck só desmorona quando o jogo da Nova Zelândia está em andamento.

Erasmus pediu para não tentar convencer o público através da mídia, pois isso estava acontecendo na primeira semana. 'Eles tentaram convencer as pessoas na mídia de que estamos desacelerando o jogo, e nós não estamos fazendo isso. Nós não nos esprememos. Nós passamos pelo ruck', declarou ele.

Ele também chamou a atenção para outros momentos controversos do jogo, incluindo vários contatos com a cabeça, observando que a África do Sul não reclamou, apesar das decisões que poderiam ter sido a seu favor. Segundo Erasmus, os Boks não demonstraram insatisfação com os contatos com a cabeça nem no primeiro tempo nem na semana passada, quando houve cerca de quatro casos em que um jogador dos All Blacks atingiu um jogador dos Boks com a cabeça durante um tackle. O único jogador expulso por golpe na cabeça foi Lud de Jager depois que o wing Kiwi Leyroy Carter colidiu com ele quando o joelho estava quase no chão.

Erasmus concluiu que se Dave Rennie está começando a reclamar dessas coisas, significa que eles estão sob pressão. Ele acrescentou: 'Então, se os árbitros cedem a isso, obviamente existe um plano para transmitir essa mensagem. E nós não ficaremos calados apenas dizendo: 'Sim, você está certo, nós nos esprememos'. Nós nunca fomos acusados de nos espremer, então eu não entendo isso.'

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O wingback dos Springboks, Paul de Villiers, está pronto para enfrentar a pressão e as oportunidades que o encontro com os All Blacks traz no primeiro jogo teste da maior rivalidade de rugby, que ocorrerá no sábado.

Aos 23 anos, o wingback dos Springboks, Paul de Villiers, se aproxima do seu jogo de rugby mais importante, preparando-se para enfrentar os All Blacks no primeiro jogo teste da 'Maior Rivalidade de Rugby' no sábado. Ele terá de jogar num nível comparável ao do capitão da equipa, Siya Kolisi, contra a segunda equipa melhor classificada.

Nos últimos três jogos teste, De Villiers demonstrou competências suficientes para mostrar que está preparado para lidar com quaisquer dificuldades. A sua estreia internacional ocorreu contra a Inglaterra na Copa do Mundo, quando Kolisi foi subitamente lesionado na parte posterior da coxa, e ele foi imediatamente colocado numa situação difícil. Depois disso, participou em mais dois jogos contra a Escócia e o País de Gales, impressionando tanto que subiu no ranking acima de alguns jogadores permanentes dos Bok.

Em pouco tempo na sua carreira profissional, estabeleceu-se como um dos jogadores chave do Stormers após receber uma oportunidade durante a ausência de Dion Fourie, vencedor do Campeonato do Mundo. Agora, ele caminha para o mesmo sucesso nos Bok, enquanto Kolisi permanece no banco e não é incluído na primeira partida teste.

O diretor de rugby do Stormers, John Dobson, por vezes fala cautelosamente sobre jogadores promissores e as suas hipóteses a nível internacional. No entanto, no caso de De Villiers, ele não precisou ser tão cauteloso, pois o jovem jogador 'superou as expectativas' na sua primeira temporada completa em 2025.

Na temporada passada, ele iniciou as campanhas do Stormers na URC e na Taça dos Campeões, demonstrando desempenhos marcados com o prémio de 'Jogador do Jogo'.

Rassie Erasmus elogiou Paul de Villiers, que jogará na posição número seis no sábado. Ele observou: 'É o tipo de jogador que é acima da média na maioria das áreas, e de classe mundial em três ou quatro áreas.'

Este jogador possui uma capacidade de trabalho incrivelmente alta e provou ser perigoso tanto na disputa de bola quanto na posse dela. É provável que isto tenha convencido Erasmus a incluí-lo numa prova tão séria contra os All Blacks. No entanto, não há dúvidas de que ele conseguirá.

O apoio de um forte ala e a experiência de jogadores como Jasper Wiese e o wingback-capitão Pieter-Steph du Toit rodeiam-no, e o seu carácter calmo e equilibrado provavelmente ajudarão-no no sábado.

Erasmus elogiou o wingback antes do jogo, declarando: 'Este será o quarto jogo teste de Paul e o primeiro contra os All Blacks; estou confiante de que ele não passará este jogo sem problemas.' Ele continuou: 'São necessários cerca de seis ou sete jogos teste para que te sintas mais calmo na sexta-feira antes do jogo, e os nervos não estejam tão pesados. Mas a forma como Siya, Marco (van Steeden) e Brannas (Dion Fourie) o ajudaram nas últimas semanas, acho que ele sabe qual é a sua tarefa, e ele não é demasiado arrogante.'

'Ele é rápido e muito resistente, e estas são coisas que podem salvá-lo quando ficar demasiado difícil. Mas ele conseguirá roubar a posse no momento certo; ele é um excelente portador de bola e limpa bem a zona de disputa de bola. A sua tarefa será difícil — roubar bolas da Nova Zelândia, e eles jogam lá (na zona de disputa de bola) agressivamente; isso será um grande desafio. Felizmente, ele é um excelente jogador versátil e possui várias competências.'

Assim, o Stormers apoiou-o, e agora os Springboks também o apoiam para o seu jogo teste mais importante deste ano. Apesar de ter uma grande responsabilidade sobre os ombros e enfrentar os melhores do mundo, De Villiers mostrou que sabe lidar quando é colocado numa situação difícil. Agora ele precisa de usar esta onda de pressão dos All Blacks e encontrar o seu lugar o mais rápido possível para demonstrar mais um jogo teste excecional.

Rassie Erasmus inicia guerra psicológica antes do jogo entre Springboks e All Blacks
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Durante a coletiva de imprensa na segunda-feira, que antecedeu o primeiro jogo da maior rivalidade de rugby, Rassie Erasmus chamou a atenção para si, ao lado do consultor de regras Jaco Pepier. Isso marcou o início da batalha psicológica entre Erasmus, seu colega dos All Blacks, Dave Rennie, e o árbitro Matteo Carling, que comandará a partida no sábado.

A maior rivalidade do rugby

Normalmente, na coletiva de imprensa de segunda-feira durante a semana do jogo, participam o assistente técnico dos Springboks e um dos jogadores, mas nesta segunda-feira a situação foi diferente. Erasmus compareceu sozinho à imprensa, e isso foi o primeiro passo na troca de farpas verbais.

Erasmus declarou abertamente que agora é 'quase impossível' falar com o árbitro antes do jogo devido a uma nova diretriz da World Rugby. Esta diretriz exige que ambos os treinadores coordenem um encontro com a autoridade oficial do jogo e o frequentem juntos; conversas individuais com os árbitros não são mais permitidas.

Reconhecendo que questões que ele poderia levantar confidenciais agora precisam ser expostas publicamente, Erasmus fez exatamente isso. Ele respondeu à narrativa vinda da Nova Zelândia de que os Springboks estão desacelerando o ritmo do jogo.

Ele contestou, observando: 'Em cinco jogos desta temporada, não recebemos nenhum feedback de que estamos diminuindo o ritmo do jogo'. Ele sugeriu que os All Blacks poderiam estar jogando contra equipes em modo de pré-temporada, comparando isso aos jogos de treinamento do Super Rugby em janeiro.

Erasmus também observou que a impossibilidade de ter uma reunião privada com o árbitro dificulta alertar a autoridade sobre momentos táticos. Ele explicou que em encontros normais, é possível informar ao árbitro: 'Ouça, podemos fazer um midfield maul, apenas esteja ciente disso, saiba as regras sobre isso'. No entanto, isso não é mais possível, pois a presença de outro treinador é exigida.

Ele acrescentou que não se pode dizer: 'Ouça, podemos fazer um front-pile na linha lateral, talvez não fique lá quando fizermos o front-pile, porque você pode não ver se isso é uma obstrução'. Assim, preparar os árbitros para as ações da equipe torna-se muito difícil, e ele compreende as preocupações dos All Blacks. Ele concluiu que se eles realmente acreditam que a equipe está desacelerando o jogo, eles não podem alegar isso na reunião com a participação de sua equipe, e então contestarão essa afirmação.

Portanto, em sua opinião, recorrer à mídia é uma maneira natural de expressar uma opinião. Erasmus expressou incompreensão sobre o motivo da introdução dessa mudança, observando que muitos treinadores internacionais compartilham de sua opinião. Ele reconheceu que existe uma lacuna entre treinadores, treinadores de scrum e árbitros em relação a pequenos detalhes táticos, e a mídia se torna a única opção para expressar opiniões.

Além disso, Erasmus apontou a luta como uma área que pode ser decisiva no jogo de sábado. Ele enfatizou que a parte mais difícil para eles serão os 'breakdowns' agressivos, observando que os jogadores já enfrentaram isso no nível de franquia.

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