Gemini Notebook passa a acessar informações de livros comprados na biblioteca Google Play Livros
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Gemini Notebook passa a acessar informações de livros comprados na biblioteca Google Play Livros

O Gemini Notebook, anteriormente conhecido como NotebookLM, ganhou a capacidade de extrair dados diretamente dos livros presentes na biblioteca do Google Play Livros. Esta funcionalidade, denominada Expert Intelligence, é compatível com mais de cem mil títulos disponíveis no aplicativo, permitindo ao usuário tanto a extração de trechos quanto o acesso integral ao conteúdo através da inteligência artificial.

Com essa adição, a inteligência artificial de cunho 'acadêmico' do Google pode executar tarefas como elaboração de fichamentos, organização de gráficos e até mesmo a geração de podcasts a partir de material original, o que ajuda a mitigar os riscos de imprecisões e alucinações. Embora isso não elimine completamente a possibilidade de erros, representa uma forma muito eficaz de preveni-los.

Conforme relatado pelo The Verge, o diretor editorial Steve Johnson, do Google Labs, demonstrou diversos casos de uso. Entre eles, destacam-se a criação de um livro de receitas e a sugestão de abordagens para conduzir conversas difíceis com colaboradores, utilizando como base um livro sobre gestão empresarial.

Ao possibilitar a consulta diretamente pelo Google Play Livros, o Gemini Notebook simplifica a experiência do usuário, eliminando a necessidade de inserir manualmente links ou trechos extensos na IA para obter respostas mais focadas. Especialistas recomendam essa prática como um meio fundamental para reduzir falhas e alucinações, elevando significativamente a credibilidade da IA ao preparar materiais como apresentações e planos de estudo.

O Google informou que colaborou com autores para implementar controles específicos. No entanto, a empresa mencionou apenas a restrição de consultar obras adquiridas pelo próprio usuário, excluindo o acesso a materiais compartilhados por amigos.

Recentemente, vários comerciantes de livros físicos relataram um aumento nas aquisições em grande escala de publicações anteriores a 2022 por parte de desenvolvedores de IA. Esse movimento sugere uma maior confiança em conteúdos escritos antes da disseminação maciça da inteligência artificial, visando evitar o que é conhecido como AI Slop.

A novidade anunciada pelo Google reforça essa tendência ao 'purificar' a base de dados analisada pela IA durante a geração de respostas. Considerando o foco do modelo em aplicações acadêmicas, é crucial que o conteúdo produzido seja o mais preciso possível. Contudo, reitera-se que a possibilidade de erros e alucinações não é totalmente eliminada, sendo imprescindível sempre verificar as informações e usar os materiais em conjunto com os livros originais.

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