Observações prolongadas do comportamento dos macacos-prego listrados que habitam o Brasil permitiram à comunidade científica identificar uma série de padrões consistentes em sua dieta e comportamento de caça.
Normalmente, esses primatas preferiam caçar lagartos e outros répteis. No entanto, uma parte significativa da presa, correspondendo a cerca de um terço, consistia em roedores e diversos mamíferos, seguidos por aves.
Foi observado que os macacos-prego que recebiam reforço regular de humanos demonstravam significativamente menor atividade de caça — quase metade da frequência das espécies selvagens. Contudo, a situação mudou quando houve uma redução na disponibilidade de frutas: durante períodos de escassez, os macacos passaram a caçar com muito mais frequência.
É importante notar que este aumento na frequência de caça se referiu exclusivamente a vertebrados; a caça a répteis permaneceu independente da disponibilidade de frutas.
Os resultados deste estudo foram oficialmente publicados no periódico PLoS One.
