Monarch PMS prevê aumento dos preços do ouro para US$ 5.600 e da prata para US$ 120 até o final do ano em cenário otimista
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Monarch PMS prevê aumento dos preços do ouro para US$ 5.600 e da prata para US$ 120 até o final do ano em cenário otimista

A empresa de gestão de capital Monarch PMS apresentou suas previsões sobre ouro e prata, sugerindo que esses metais preciosos podem retomar sua alta. No cenário base, espera-se que o ouro atinja a faixa de US$ 4.300–US$ 4.700 por onça, e a prata, US$ 70–US$ 85 até o final de 2026.

O cenário base tem uma probabilidade de 55% e é baseado na premissa de que o Federal Reserve dos EUA manterá as taxas de juros atuais até setembro, os preços da energia se estabilizarão, os rendimentos reais atingirão um platô e os bancos centrais continuarão comprando cerca de 250 toneladas de ouro por trimestre.

As perspectivas de crescimento dos metais preciosos são sustentadas pela combinação de demanda de bancos centrais, oferta limitada de prata e expectativas sobre a futura trajetória da política monetária dos EUA.

Cenário Otimista: Ouro a US$ 5.600, Prata a US$ 120

Para investidores dispostos a considerar uma visão mais otimista, a Monarch vê um potencial de crescimento significativo. Seu cenário otimista, com probabilidade de 25%, estabelece o preço do ouro na faixa de US$ 5.000–US$ 5.600 por onça, e da prata, US$ 95–US$ 120 por onça até o final do ano.

Este cenário exigirá um enfraquecimento do mercado de trabalho, o que impulsionará o Federal Reserve a flexibilizar a política e provocará uma inversão dos rendimentos reais. Além disso, a Monarch espera uma realocação institucional de ativos em direção aos metais preciosos e a retomada da escassez física de prata, o que reforçará o crescimento.

As previsões mais otimistas da empresa sugerem um movimento de preços potencialmente muito acima da faixa do cenário base, especialmente para a prata.

Cenário Pessimista: Queda do Ouro para US$ 3.400–US$ 3.900

Não se pode excluir um cenário negativo. A Monarch atribuiu a este cenário uma probabilidade de 20%, segundo a qual o preço do ouro cairá para US$ 3.400–US$ 3.900 por onça, e a prata, para US$ 45–US$ 55 por onça.

Este cenário pressupõe que o Fed aumentará a taxa em setembro, os preços do petróleo continuarão a cair e a desinflação evoluirá para uma fraqueza na demanda. Para investidores em metais preciosos, o principal obstáculo neste caso são os rendimentos reais.

Os Rendimentos Reais Permanecem um Risco Chave para o Ouro

A Monarch identificou o rendimento real dos títulos do Tesouro dos EUA protegidos contra inflação de 10 anos (TIPS), atualmente em 2,41%, como o principal fator de risco para o ouro. Rendimentos reais mais altos tornam os instrumentos de renda mais atraentes em comparação com o ouro, que não gera rendimento. Portanto, a direção dos rendimentos reais permanece uma variável importante para investidores que avaliam a possibilidade de prolongamento da alta dos metais preciosos.

Por outro lado, uma inversão sustentada dos rendimentos reais pode fortalecer os argumentos a favor do ouro e de outros metais preciosos.

A Prata Pode Oferecer um Valor Relativamente Melhor

Embora o ouro tenha sido o foco principal entre os metais preciosos, o modelo de avaliação da Monarch sugere que a prata pode oferecer um valor relativo maior no momento. O modelo da empresa define a faixa de valor justo do ouro como US$ 3.248–US$ 4.595 por onça, com um preço médio de US$ 3.922. A faixa correspondente para a prata é de US$ 54–US$ 77 por onça, com um preço médio de US$ 65.

O preço mínimo do ouro em junho, de US$ 3.985, estava aproximadamente dentro de 2% da média calculada. A prata, a US$ 61,70, permaneceu abaixo de seu ponto médio, indicando que a prata parece relativamente mais barata dentro do sistema de avaliação da Monarch.

A Proporção Ouro/Prata Confirma Este Tese

A proporção entre esses metais aumentou de aproximadamente 46x no pico em janeiro para os atuais 69x, próximo à média do século XXI. A Monarch usa 60x como referência em seu modelo. Esse aumento significa que a prata perdeu uma parte significativa da superioridade que demonstrava anteriormente este ano, o que potencialmente melhora sua atratividade relativa em comparação com o ouro.

A Escassez de Oferta de Prata Pode Impulsionar o Próximo Crescimento

Além da avaliação, a Monarch vê fundamentos sólidos para a prata. Espera-se que o mercado registre o sexto déficit anual consecutivo, enquanto cerca de 762 milhões de onças foram extraídas de reservas terrestres desde 2021. Enquanto isso, a produção de minério permaneceu geralmente estável ao longo de cerca de dez anos.

Esse desequilíbrio torna-se particularmente importante devido à estrutura do mercado de papel. A Monarch estima que as reivindicações de papel no COMEX representam aproximadamente 5,6 vezes as reservas físicas registradas. Se a demanda de investimento ou industrial aumentar mantendo a restrição da disponibilidade física, a empresa espera que esse desequilíbrio possa impulsionar o aumento dos preços da prata.

No Que Investidores Devem Prestar Atenção

Assim, a próxima fase da alta dos metais preciosos dependerá de várias variáveis chave: a trajetória das taxas do Federal Reserve, os rendimentos reais nos EUA, as compras de ouro pelos bancos centrais, os preços da energia e a força da demanda física por prata. Para o ouro, os fatores críticos permanecem os rendimentos reais e a política monetária. Para a prata, a combinação de escassez sustentada de oferta, esgotamento das reservas terrestres e potencial falta física pode tornar o metal mais sensível a uma nova onda de demanda.

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