A Ministra das Finanças, Nirmala Sitharaman, declarou que a economia indiana é capaz de manter os ritmos de crescimento, apesar da instabilidade geopolítica e das interrupções nas cadeias de suprimentos. Ela observou que a economia indiana, após uma queda de 5,8% no ano fiscal de 2021 durante a pandemia de COVID-19, demonstrou um crescimento anual superior a 7% nos últimos cinco anos.
Sitharaman fez esta declaração no domingo durante um discurso perante a diáspora indiana em Chicago. Ela enfatizou que o crescimento esperado para o ano fiscal atual será de 6,8% a 7,2%, de acordo com a Revisão Econômica para o ano fiscal de 2026. Além disso, o Banco de Reserva da Índia (RBI) prevê um crescimento do PIB de 6,7% no ano fiscal de 2027. Os dados do PIB para o trimestre de junho de 2027 serão publicados na segunda-feira.
Previsões de Crescimento e Fatores Externos
A Ministra das Finanças está confiante de que a Índia manterá seu ímpeto de crescimento, apesar dos riscos geopolíticos e dos problemas de fornecimento causados pelo conflito entre EUA e Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Ela explicou que o monitoramento constante da incerteza global, combinado com a compreensão das necessidades internas, permitiu que o país permanecesse estável, ao contrário de muitos outros países cujos cálculos foram perturbados.
Inicialmente, as interrupções no Estreito de Ormuz afetaram o fornecimento de bens essenciais como produtos petrolíferos, gás natural e fertilizantes, mas a Índia conseguiu redirecionar seus suprimentos. Além disso, o governo apoiou os agricultores, mantendo os preços dos fertilizantes no mesmo nível por meio de subsídios, mesmo diante do forte aumento dos preços internacionais. Sitharaman acrescentou que os estoques de fertilizantes para a próxima temporada, que começará em novembro, são suficientes.
Atração de Capital e Reformas
O governo planeja continuar implementando reformas sistêmicas e buscar atrair mais capital, especialmente de fontes estrangeiras, à medida que a economia se expande. Embora os investimentos privados internos tenham sido ativados pelos gastos públicos em capital, a Índia também precisa atrair investimentos internacionais para satisfazer as crescentes necessidades de capital. Sitharaman informou que ela, juntamente com outros ministros e o primeiro-ministro, estão em negociações com fundos globais para demonstrar os sucessos alcançados e obter suas expectativas para maior esclarecimento.
Na semana passada, o Ministro do Comércio e Indústria, Piyush Goyal, visitou o Japão, onde buscou mobilizar investimentos de 10 trilhões de ienes japoneses (cerca de 60 bilhões de dólares americanos) até 2035. Sitharaman também mencionou que há trabalho sendo feito com vários países em acordos bilaterais de investimento (BIT) e acordos comerciais.
Esses esforços para atrair capital estrangeiro ocorrem em meio a uma desaceleração notável no fluxo de investimento direto estrangeiro (IDE) líquido para a Índia nos últimos quatro anos. De acordo com dados do RBI, o fluxo líquido de IDE caiu de uma média anual de cerca de 40 bilhões de dólares americanos no período de 2020 a 2022 para 6,95 bilhões de dólares americanos no ano fiscal de 2026.
