De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 26 de agosto de 2026, o número de casos confirmados de Ebola na República Democrática do Congo atingiu 5794, incluindo 2786 mortes.
Este surto, o maior da história do país, espalhou-se por 60 zonas de saúde em seis províncias: Bas-Uele, Haut-Uele, Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Tshopo.
Apesar dos esforços contínuos para conter a propagação, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, apelou a ações urgentes e à alocação de financiamento para reforçar o combate à doença.
Guterres declarou: «Sabemos como conter o Ebola, como interromper a transmissão e salvar vidas, mas também devemos superar outro vírus: o vírus da indiferença».
A República Democrática do Congo iniciou a vacinação do pessoal médico que trabalha na linha de frente contra o Ebola na quinta-feira, após a OMS fornecer 70.000 doses do medicamento Ervebo para uso no país.
No entanto, o surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, para o qual não existe vacina ou tratamento aprovado. O medicamento Ervebo é licenciado para Ebola causada pelo vírus Zaire e está sendo usado no surto atual para avaliar sua capacidade de proteção contra o Bundibugyo.
