Evidências históricas indicam que o vinho feito de uvas foi produzido pela primeira vez na Geórgia há cerca de 8000 anos
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Aaj Tak
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Evidências históricas indicam que o vinho feito de uvas foi produzido pela primeira vez na Geórgia há cerca de 8000 anos

Hoje, o consumo de vinho à mesa ou em eventos especiais tornou-se comum, mas a ligação entre humanos e álcool tem milhares de anos. Em várias partes do mundo, as pessoas produziam e consumiam cerveja, vinho e outras bebidas há muito tempo. Elas eram usadas tanto em rituais religiosos quanto para fortalecer laços de amizade e sociais, bem como para fins medicinais.

Surgiu a questão de quando e onde o vinho começou a ser produzido pela primeira vez. A resposta reside em fascinantes descobertas da história e da arqueologia. As evidências mais antigas conhecidas de vinho tradicional de uva datam de aproximadamente 8000 anos e foram encontradas na Geórgia.

Os pesquisadores encontraram dois grandes vasos de argila perto da capital da Geórgia, Tbilisi. Esses vasos datam de aproximadamente 5980 a.C. A análise dos resíduos encontrados dentro desses potes mostrou que eles foram usados para armazenar vinho feito de uvas. Isso significa que os habitantes dessa região conheciam a arte da vinicultura de uva há mais de oito mil anos.

De acordo com o pesquisador Stephen D. Batyuk, da Universidade de Toronto, este é o exemplo mais antigo conhecido de vinho tradicional de uva. Os arqueólogos conseguiram encontrar oito grandes vasos de argila, que supostamente foram usados para fazer, armazenar temporariamente e depois estocar vinho. Alguns desses vasos são decorados com imagens de uvas, enquanto outros apresentam figuras de pessoas dançando.

Esses sinais sugerem que, naquela época, o vinho não era apenas uma bebida, mas parte da vida cotidiana e dos eventos sociais. Surgiu a questão de como os cientistas puderam determinar que havia vinho nesses vasos. Para isso, os especialistas realizaram um teste dos resíduos presentes no recipiente. Foi detectado ácido tartárico, que é frequentemente encontrado em uvas euroasiáticas — exatamente aquelas usadas para fazer vinho tradicional. Além disso, foram encontrados ácidos de maçã, limão e sorrelha nos resíduos, que são componentes químicos característicos desse mesmo tipo de uva. Essas descobertas deram aos pesquisadores uma base sólida para concluir que vinho de uva foi preparado ou armazenado nesses grandes jarros.

Outro aspecto importante desta descoberta é que as evidências da presença de vinho não foram encontradas apenas em palácios luxuosos ou nas casas de pessoas ricas. Descobertas também foram feitas em áreas residenciais associadas a diferentes classes sociais. Isso indica que, naquela época, o vinho era difundido entre amplas camadas da sociedade. Assim, não era apenas uma bebida de reis e ricos, mas também um produto fabricado e consumido por pessoas comuns e camponeses. O pesquisador Stephen Batyuk observa que na época ele era feito por fazendeiros comuns.

A história do vinho demonstra que a arte da produção de álcool não é uma invenção da era moderna. Há milhares de anos, as pessoas já entendiam que, através de um processo especial, era possível transformar suco de fruta em uma bebida com sabor e efeito diferentes dos de bebidas comuns. A história apresenta vários exemplos do uso de álcool: às vezes se tornava parte de rituais religiosos, às vezes servia como meio de comunicação entre as pessoas e, às vezes, era usado como medicamento.

Embora essas evidências da Geórgia não provem que foi aqui que o álcool foi bebido pela primeira vez no mundo, elas representam as evidências mais antigas conhecidas, especialmente no que diz respeito ao vinho tradicional de uva. Ou seja, a história do vinho, que hoje percebemos como uma bebida moderna, na verdade remonta a cerca de 8000 anos atrás. Naquela época, não existiam garrafas modernas, taças de vinho ou grandes vinícolas; as pessoas faziam vinho de uva em enormes vasos de argila e, provavelmente, o consumiam em celebrações públicas. Pode-se dizer que a história do vinho moderno começa não em restaurantes ou bares, mas em vasos de argila milenares.

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