Inspirado no robô apresentado no filme Rocky IV de 1985, onde Rocky Balboa presenteia seu amigo Paulie com Sico para tarefas domésticas, uma startup de São Francisco introduziu uma versão moderna de assistência robótica.
Quarenta anos após a cena original, a Nori Robotics revelou o A3, um novo robô doméstico que se diferencia dos concorrentes ao focar em um conceito de aprendizado personalizado. Este robô pode ser instruído pelos próprios usuários a executar múltiplas funções, tais como pegar itens da geladeira, organizar pertences, operar a lava-louças, dobrar roupas e auxiliar no preparo de refeições.
A metodologia da Nori consiste em permitir que o dono ensine ao robô as atividades desejadas. Para facilitar esse processo, a companhia oferece uma ferramenta de simulação computacional que possibilita o treinamento dos movimentos da máquina, além da opção de programação direta.
Com este sistema, o A3 pode ser adaptado a necessidades específicas de cada proprietário. O aparelho está equipado com dois braços munidos de garras, capazes de manusear e elevar objetos de até 1,5 quilos cada. Seu movimento pelo ambiente é guiado por meio de sensores LiDAR e câmeras.
Um diferencial adicional do projeto é a funcionalidade de compartilhamento de habilidades criadas pelos usuários. Assim, uma tarefa que for ensinada a um A3 pode ser convertida em uma competência acessível a outros donos do robô.
Adicionalmente, a Nori Robotics informou que o robô mantém autonomia operacional por até oito horas com uma única carga completa.
Detalhes de Venda e Lançamento
O custo do modelo é estabelecido em US$ 1.688, o que equivale a aproximadamente R$ 8,7 mil. A primeira remessa de unidades foi rapidamente vendida, e a empresa está preparando uma segunda produção limitada a 100 robôs. A expectativa é que esta nova leva esteja disponível durante o outono do hemisfério Norte.
Esta abordagem representa uma distinção significativa em comparação com os robôs domésticos convencionais, que chegam ao consumidor com funcionalidades pré-determinadas. Máquinas como o A3 buscam, em vez disso, transformar a residência em um espaço onde o robô possa continuamente aprender novas ações.
