Governo espera realocação de migrantes em Ceuta em duas ou três semanas
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Governo espera realocação de migrantes em Ceuta em duas ou três semanas

Monica Garcia expressou essa avaliação numa entrevista ao elDiario.es, publicada hoje. Ela calculou que atualmente há 3800 pessoas alojadas e informou que mais mil lugares estarão disponíveis na próxima semana.

Respondendo à questão sobre o cronograma do Governo para resolver a crise, a ministra da Saúde sublinhou a necessidade de primeiro desenvolver um 'cronograma de realocação'. A ministra prevê que a questão de fornecer às pessoas 'abrigo, água, condições dignas e proteção dos direitos básicos' poderá ser resolvida nas próximas 'duas ou três semanas'.

Garcia salientou particularmente que 'nada funcionará sem realocações', sublinhando na mesma entrevista que não é possível realizar registos de pessoas, reagrupamento familiar ou investigação epidemiológica na praia.

Segundo a ministra, o Governo não possui as capacidades para realocar rapidamente todos os migrantes 'sem o consentimento e cedência de lugares' por parte da cidade de Ceuta. A própria cidade de Ceuta mudou a sua posição e agora colabora, concordando com a criação de 'locais seguros' para a realização destas atividades.

Garcia comparou a situação com 2021, notando então maior rapidez na remoção das pessoas das ruas, o que não se observa agora, e insistiu no cumprimento da legislação e dos direitos humanos ao propor expulsões.

Ela acrescentou: 'Acusam-nos de atraso, mas nunca realizaremos expulsões ilegais, nem contra os direitos humanos.'

Relativamente ao ocorrido, considerou que se trata de um ataque à soberania espanhola com 'objetivo de desestabilização' do Governo. Na sua opinião, este problema ultrapassa as fronteiras e 'há responsabilidade de Marrocos', bem como ligações com a ala ultradireita internacional, incluindo '(Donald) Trump e (Benjamin) Netanyahu.'

A maioria dos migrantes que atingiram o território a nado já regressou a Marrocos. As autoridades espanholas avaliam que permanecem entre 3000 e 5000 migrantes no enclave espanhol, entre os quais muitos menores desacompanhados.

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