O presidente da organização Refugees International, Jeremy Konindyk, classificou como 'absurdo desde o início' a afirmação do governo israelense de que a melhoria nas estatísticas de desnutrição em Gaza anula de alguma forma a declaração de fome feita há um ano.
Em uma série de mensagens na rede social X, Konindyk apresentou dados que explicam que, embora a desnutrição e a fome em Gaza tenham realmente diminuído após a declaração de fome, a razão disso reside nas ações de Israel.
Ele escreveu que 'uma razão muito óbvia é que no ano passado Israel bloqueou a ajuda por mais de seis meses e, após a declaração de fome, aliviou os obstáculos ao fornecimento de ajuda alimentar. Isso é fácil de entender.'
Konindyk continuou seu raciocínio com uma analogia: 'Se você mantém alguém debaixo d'água, essa pessoa começa a afogar. Mas se você a tira, isso não significa que você não a afogou! O mesmo aconteceu com os obstáculos de Israel ao fornecimento de alimentos. A fome cessou porque Israel parou de fazer o que a causava.'
De acordo com as informações, de 2 de março a 19 de maio de 2025, Israel não permitiu nenhuma ajuda em Gaza. Após esse período, até o acordo negociado com a participação de Trump em setembro, os fluxos de ajuda permaneceram insignificantes. A fome foi declarada no final de agosto, e o acordo no mês seguinte permitiu reiniciar o fornecimento em grande escala de ajuda alimentar.
