As operações no Estreito de Ormuz permanecem cerca de 90% abaixo do nível anterior ao início do conflito, pois os transportadores estão optando cada vez mais pela rota norte, informou a organização UK Maritime Trade Operations (UKMTO).
Durante o período de sete dias relatado, que terminou em 28 de agosto, a agência registrou 101 trânsitos completos de saída e 103 de entrada. Em um relatório publicado em 28 de agosto, a UKMTO observou que o movimento de navios permaneceu 'significativamente reduzido', apesar de uma breve recuperação no final de junho.
A organização indicou que, após os ataques, vários navios cancelaram passagens planejadas ou alteraram sua rota para o norte. A rota sul do Omã representa um trecho particularmente perigoso, pois de 6 de julho até o momento foram registrados 16 dos 18 incidentes de atingimento por projéteis, segundo a UKMTO. No geral, desde essa data, foram registrados 23 incidentes de atingimento por projéteis, que resultaram em danos aos cascos, compartimentos de máquinas e estruturas dos navios.
O transporte de petroleiros constitui 45% do total de movimentações através do estreito, mas os volumes permanecem baixos. A UKMTO enfatizou que a ameaça marítima permanece em alto nível, enquanto o Centro Conjunto de Informações Marítimas avalia o risco no Estreito de Ormuz como sério.
