Google altera os limites de uso do Gemini Notebook com foco na complexidade das tarefas
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Google altera os limites de uso do Gemini Notebook com foco na complexidade das tarefas

Usuários do Gemini Notebook, anteriormente conhecido como Google NotebookLM, devem estar atentos a modificações nos limites de utilização da ferramenta, que serão implementadas a partir de 2 de setembro. Embora a nova política se aplique a todos os usuários, aqueles com planos pagos receberão cotas mais amplas.

O Google esclarece que está implementando 'limites de uso flexíveis e específicos para computação'. Isso implica que o novo sistema não se baseia apenas na quantidade de interações realizadas pelo usuário, mas sim na complexidade ou na extensão de cada atividade executada.

Na prática, isso significa que o limite pode ser alcançado mais rapidamente se o usuário realizar poucas tarefas, mas altamente complexas. Por outro lado, se o usuário executar muitas tarefas de menor complexidade, o limite tende a ser mais prolongado.

O Google assegura que os usuários manterão acesso a todos os recursos que utilizam e apreciam, afirmando que esta alteração oferecerá maior liberdade para gerenciar e utilizar seus limites.

É importante notar que o Google não especifica o valor exato da capacidade de computação disponível para o usuário. Em vez disso, a empresa divulga os limites relativos para cada plano contratado.

Quando um usuário se aproxima do seu limite, um aviso será exibido logo abaixo do campo de perguntas. Caso o limite seja ultrapassado, o Gemini Notebook apresentará sugestões de ações alternativas, como reagendar a criação de determinado conteúdo (seja um vídeo ou uma apresentação de slides), inclusive permitindo o agendamento automático.

O próprio Google ressalta que os limites são redefinidos a cada cinco horas, diferentemente do padrão diário encontrado em outras ferramentas de inteligência artificial. Contudo, essas renovações devem respeitar um teto semanal; se esse limite semanal for atingido, ele não poderá ser renovado até o início do próximo ciclo semanal, a menos que o usuário mude de plano (se essa opção estiver disponível para sua conta).

Os novos parâmetros do Gemini Notebook entram em vigor em 2 de setembro de 2026, tanto na versão acessível pela web quanto nos aplicativos da ferramenta.

O Gemini Notebook funciona como um caderno digital e inteligente de anotações, sendo um serviço de inteligência artificial generativa projetado para auxiliar o usuário na organização, síntese, resumo e acesso a informações específicas. Ele é particularmente vantajoso para estudantes ou profissionais que lidam com grandes volumes de dados, pois além de processar texto, a ferramenta consegue lidar com dados em formatos como áudio (podcasts), vídeos ou slides personalizados.

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O Google divulgou, nesta terça-feira (25/08), o Gemini Enterprise for Legal, uma nova plataforma de inteligência artificial destinada a escritórios de advocacia e departamentos jurídicos. Esta ferramenta visa auxiliar na aceleração da análise de processos judiciais, sendo desenvolvida para combater respostas imprecisas, conhecidas como alucinações, onde IAs citam leis ou precedentes inexistentes.

O serviço integra agentes especializados para executar diversas tarefas jurídicas, tais como a elaboração de documentos, a revisão de contratos e o monitoramento de alterações legislativas. Este lançamento faz parte de uma estratégia mais ampla do Google de adaptar o Gemini para atender a setores específicos, paralelamente ao anúncio do Gemini Enterprise for Financial Services.

O Gemini Enterprise for Legal foi concebido com agentes focados nas atividades rotineiras do direito. Para garantir sua funcionalidade, a plataforma utiliza o Model Context Protocol (MCP) para estabelecer conexões com diversos serviços, incluindo Thomson Reuters, DocuSign, iManage, NetDocuments, RelativityOne, Harvey, Everlaw, Legora, Solve Intelligence e Courtroom5, além de acessar o repositório público CourtListener.

Em relação à proteção de dados sensíveis, o Google estabeleceu que as informações confidenciais, como arquivos, consultas e prompts dos usuários, não serão utilizadas para treinar os modelos do Gemini. Adicionalmente, o conteúdo permanece restrito ao ambiente corporativo, permitindo que as permissões sejam limitadas apenas aos indivíduos diretamente envolvidos em um processo específico.

Para a implementação desta solução, o Google conta com o suporte de empresas como Deloitte — que já havia enfrentado problemas públicos ao publicar documentos gerados por IA com alucinações —, Accenture, KPMG, Devoteam e Factor Law. No momento, o Gemini Enterprise for Legal encontra-se em fase de testes, e o Google ainda não especificou uma data para seu lançamento geral ou se haverá expansão internacional através de parcerias.

Em conjunto com a versão jurídica, foi apresentado o Gemini Enterprise for Financial Services, voltado para instituições financeiras, fundos de investimento e empresas do mercado de capitais. Esta plataforma incorpora um agente de pesquisa financeira gerenciado pelo próprio Google, projetado para automatizar análises de mercado, produzindo auditorias, calculando níveis de confiança e respondendo a outras solicitações.

O sistema possui integração direta com bases de dados cruciais para o setor, como S&P Global, Moody’s, FactSet, LSEG, PitchBook, MSCI e Edgar, da SEC. Além disso, a ferramenta pode ser utilizada dentro de softwares comuns como Microsoft Excel, Microsoft Word e Google Planilhas.

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