A Ram introduziu duas novidades significativas no Festival de Interlagos. A primeira foi o lançamento da edição especial Rebel Ignition para a Rampage, uma série limitada a 400 unidades numeradas. Esta versão utiliza a Rampage Rebel como base e incorpora elementos inspirados na linha TRX, como acabamentos escurecidos em emblemas, rodas e faróis, além de um grafismo em preto fosco aplicado no capô e na caçamba. Todos os 400 veículos são fabricados na cor Azul Pacific, um tom metálico proeminente, e o interior segue o tema com revestimento preto e detalhes em costura azul nos bancos, volante e painéis das portas.
A Rampage Rebel Ignition estará disponível com duas configurações de motorização: o 2.2 turbodiesel, que gera 200 cv, ou o 2.0 Hurricane, uma opção flex com 272 cv. O modelo diesel possui preço de R$ 270.990, enquanto o flex custa R$ 250.990. Ambos os modelos são equipados com câmbio automático de nove marchas, tração 4x4 com reduzida. Para reforçar suas capacidades off-road, os veículos vêm com rodas de 17 polegadas e pneus Pirelli Scorpion All Terrain Plus, no tamanho 235/65.
Independentemente do motor escolhido, a lista de equipamentos inclui ajustes elétricos para os assentos, sete airbags, e um pacote completo de assistências à condução ADAS nível 2+, que abrange controle de cruzeiro adaptativo com função Stop & Go, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, monitoramento de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro e sistemas de manutenção e centralização em faixa. Além disso, estão presentes o quadro de instrumentos digital de 10,3 polegadas, a central multimídia de 12,3 polegadas, ar-condicionado digital e câmera de ré. A chegada da Rampage Rebel Ignition às concessionárias da Ram está prevista para as próximas semanas.
A segunda grande novidade anunciada pela Ram é o retorno da venda de modelos equipados com motor V8 no Brasil, embora sem detalhes específicos. A intenção é replicar o cenário observado nos Estados Unidos: após a introdução do motor Hurricane de seis cilindros, os consumidores mais tradicionais manifestaram insatisfação com a ausência dos oito cilindros, o que motivou a Ram a reintegrar o motor V8 na última atualização da linha, tanto nas versões padrão quanto na família esportiva, dando origem à linha Rumble Bee, que oferece diversos motores V8, incluindo o Hellcat de 6,2 litros com mais de 800 cv.
No mercado brasileiro, o V8 foi substituído pelo Hurricane biturbo de três litros, que produz 426 cv e 64,7 kgfm de torque, permitindo que a Ram 1500 atinja 100 km/h em 5,3 segundos. Contudo, o fator simbólico do V8 no porta-malas prevaleceu, levando a Ram a decidir trazer o motor Hemi de volta. Este motor deve ser lançado no final de 2027, e a Ram planeja divulgar os detalhes gradualmente. Há especulações sobre a possível inclusão da Ram TRX no catálogo, visto que um exemplar da geração anterior, equipado com motor V8 Hellcat de 712 cv e 89,9 kgfm, está exposto no stand da Ram no Festival de Interlagos.
BBC confirma volta do Top Gear
Após um hiato de quatro anos, a BBC confirmou o relançamento do Top Gear. O anúncio foi feito de maneira discreta por Ed Havard, diretor de entretenimento da emissora, durante o Festival de TV realizado em Edimburgo, na Escócia. Havard declarou: «Depois de muita especulação… podemos confirmar que sim, Top Gear vai voltar». O executivo não forneceu mais informações, recusando-se a comentar sobre datas ou potenciais elencos de apresentadores.
Entre os nomes cogitados, destacam-se o comediante britânico Jimmy Carr, conhecido por seu humor ácido e polêmico, e o ex-jogador de rugby Joe Marler, que passou a apresentar programas de TV após se aposentar em 2024. Será desafiador reproduzir o carisma e o ambiente da fase de ouro do Top Gear, que contou com Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May. Desde que o trio deixou a BBC devido a controvérsias envolvendo Clarkson e agressão a um produtor, o programa não alcançou o mesmo sucesso, nem mesmo com Matt LeBlanc, que apresentou o programa entre 2016 e 2019.
Enquanto isso, o trio clássico desenvolveu The Grand Tour, série original da Prime Video, que para muitos fãs representava o verdadeiro sucessor do Top Gear. A situação complicou-se ainda mais quando Freddie Flintoff, membro do último trio ao lado de Chris Harris e Paddy McGuinness, sofreu um grave acidente durante as filmagens, resultando em lesões faciais sérias. Freddie acabou recebendo uma indenização de £ 9 milhões, e o programa foi suspenso indefinidamente.
Novo Toyota Celica deverá ser baseado no Corolla
O ressurgimento de esportivos clássicos para o século XXI demonstra uma tendência crescente. A Toyota, por exemplo, tem planos para um novo MR2 e confirmou o retorno do clássico Celica, ambos sob a responsabilidade de sua divisão esportiva, a GR (antiga Gazoo Racing).
Novas informações sobre o Celica indicam que o cupê será o modelo de entrada da marca e completará um trio de esportivos junto ao Supra e ao futuro MR2. Para otimizar custos, o novo Celica utilizará a plataforma da próxima geração do Corolla, seguindo um modelo similar ao implementado pela Honda com o Prelude, que compartilha componentes com o Civic. Quanto à propulsão, a Toyota avalia a adoção de um motor 2.0 turbo com tecnologia híbrida, que pode ser convencional ou plug-in. Embora o motor 1.6 do GR Yaris fosse uma opção, a montadora mencionou que este motor de três cilindros está próximo dos limites de emissão de poluentes, dificultando seu uso no futuro Celica. A tração integral é considerada certa, independentemente do motor selecionado.
Embora seja prematuro definir a data de lançamento da versão de rua, um protótipo com carroceria inédita de duas portas foi avistado em testes preparatórios para a temporada de 2027 do Campeonato Mundial de Rali (WRC). A substituição do Yaris atual pelo novo Celica nas competições funcionaria como principal ferramenta de promoção do modelo, sendo uma escolha lógica dado o histórico emblemático do Celica de rali na década de 1990.
Dodge pode reviver o Shelby GLH — ou quase isso
A Dodge pode estar reacendendo o interesse dos entusiastas nos EUA com o possível retorno do hot hatch Shelby GLH, ou algo muito próximo dele, conforme reportado pela revista Car and Driver. No entanto, o veículo não será um hatchback tradicional e não carregará o nome de Carroll Shelby, mas oferecerá características comparáveis.
Este carro servirá como uma forma de redenção para a marca, atuando como substituto para o Dodge Hornet, um SUV compacto que foi lançado recentemente nos Estados Unidos e recebeu recepção negativa. O Hornet, que essencialmente era um Alfa Romeo Tonale renomeado, foi vendido por apenas três anos, entre 2023 e 2025. Para corrigir esse insucesso, a Dodge deve empregar a nova plataforma STLA One do grupo Stellantis, uma arquitetura modular destinada a pelo menos 30 novos modelos.
O GLH terá um formato intermediário entre SUV e hatchback, apresentando proporções mais robustas e para-lamas, mas mantendo um centro de gravidade baixo, bases largas e uma posição de dirigir mais próxima ao solo. Em reuniões internas, o projeto foi denominado «muscle hatch». Embora o lançamento do Dodge GLH esteja distante, previsto somente para 2028, a publicação americana especula que ele poderá usar o motor quatro-cilindros Hurricane 4, atualmente presente no Jeep Grand Cherokee. Este motor entrega 328 cv a 6.000 rpm e 46 kgfm de torque entre 3.000 e 4.500 rpm, valores que prometem um desempenho notável para um hot hatch ou muscle hatch.
Dongfeng estreia no Brasil com a marca DFM e dois modelos elétricos
A expansão das montadoras chinesas ganhou um novo participante com a estreia da Dongfeng no Brasil sob a marca DFM, trazendo inicialmente dois modelos elétricos. O objetivo desta entrada é competir com marcas já estabelecidas no país, como BYD e Geely.
Os modelos que chegam são o DFM Box e o DFM Vigo. O DFM Box é um hatchback compacto urbano projetado para rivalizar com o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2. Com dimensões de 4,02 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e um entre-eixos de 2,66 m, ele é movido por um motor elétrico de 95 cv e 16,3 kgfm de torque. Sua bateria de 43,89 kWh suporta recarga de 88 kW em corrente contínua (DC) e 6,6 kW em corrente alternada, garantindo uma autonomia de até 275 km segundo o padrão Inmetro.
Já o DFM Vigo é um SUV com porte comparável ao Hyundai Creta, medindo 4,30 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,64 m de altura e tendo um entre-eixos de 2,71 m. Posicionado acima do Box, ele conta com um motor elétrico de 163 cv e 23,4 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de 51,8 kWh, o que proporciona uma autonomia de 302 km com uma única carga. Segundo a DFM, a bateria deste modelo aceita recargas de até 167 kW em corrente contínua, possibilitando carregar de 30% a 80% em apenas 18 minutos.
Além desses dois modelos iniciais, a DFM planeja introduzir mais nove veículos no Brasil até o ano de 2028. Seguindo a estratégia das fabricantes chinesas, a marca inaugurou uma loja oficial no Mercado Livre para apresentar os dois primeiros modelos, e a pré-venda será disponibilizada em breve, embora nenhuma data tenha sido definida.
