A Forbes publicou seu ranking dos maiores bilionários brasileiros referente ao ano de 2026. Eduardo Saverin mantém a primeira posição, com uma fortuna avaliada em R$ 162,9 bilhões. A lista compila 255 brasileiros cujo patrimônio ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão, totalizando R$ 1,86 trilhão.
Outros nomes proeminentes incluem Vicky Safra, Jorge Paulo Lemann e André Esteves. A edição também chamou a atenção para Amélie Voigt Trejes, de apenas 21 anos, reconhecida pela Forbes como a bilionária mais jovem do planeta.
Analisando os 255 indivíduos listados, constatou-se que 57,25% conseguiram aumentar seus bens no último ano, enquanto outros 30,2% registraram diminuição. Além disso, cinco pessoas ingressaram no grupo pela primeira vez.
As fontes desses grandes patrimônios são extremamente diversas, abrangendo setores como tecnologia, finanças, bebidas, cosméticos, mineração e agronegócio.
Saverin nasceu em São Paulo, em 1982, e mudou-se para os Estados Unidos quando era criança. Durante seus estudos em economia na Harvard, ele conheceu Mark Zuckerberg. Ambos estiveram envolvidos na fundação do Facebook em 2004.
Inicialmente, Saverin era responsável pela área de negócios da empresa e realizou o aporte financeiro inicial, o que foi crucial para o lançamento da plataforma, conforme descrito no livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich. Contudo, a parceria não perdurou devido a divergências sobre o futuro da companhia, o que levou ambos a recorrerem à justiça. Esse episódio foi retratado no filme A Rede Social, de 2010, onde Saverin é interpretado por Andrew Garfield. Após um acordo, o brasileiro ficou com aproximadamente 5% da empresa.
Em 2012, antes da abertura de capital do Facebook, Saverin renunciou à sua cidadania americana e estabeleceu residência em Singapura. Sua atividade empresarial prosseguiu fora da gestão direta da rede social. Em 2015, ele fundou a B Capital junto com Raj Ganguly. Segundo a Forbes, essa gestora administra mais de US$ 7 bilhões (equivalente a R$ 35,77 bilhões) e foca investimentos em áreas como tecnologia, saúde e clima.
A catarinense Amélie Voigt Trejes, aos 21 anos, alcançou o título de bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. Seu patrimônio é estimado em R$ 6,7 bilhões e está majoritariamente atrelado à sua participação na WEG.
Amélie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos fundadores da WEG. Apesar de não ocupar um cargo executivo, ela faz parte do grupo de acionistas controladores da WEG através da estrutura societária familiar. Somando participações diretas e indiretas, ela detém cerca de 106,7 milhões de ações, o que representa aproximadamente 2,54% do capital da companhia.
A WEG foi estabelecida em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), com o propósito inicial de fabricar motores elétricos. Com o passar dos anos, a empresa expandiu sua produção para equipamentos industriais e de energia, e a companhia informa possuir atualmente mais de 1,5 mil linhas de produtos e operações distribuídas em 41 países.
O ranking abrange empreendedores de campos muito distintos. Lemann e Sicupira estão associados à AB InBev e à 3G Capital; André Esteves consolidou sua riqueza no setor financeiro; Miguel Krigsner fundou o Grupo Boticário; e Ricardo Faria desenvolveu sua carreira na produção de ovos.
Entre as famílias tradicionais, Fernando e Pedro Moreira Salles figuram entre os dez primeiros colocados devido às suas participações no Itaú Unibanco e na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).
No caso específico de Saverin, a cota de participação que ele manteve no Facebook, juntamente com os investimentos subsequentes em tecnologia, foi decisiva para a formação de uma das maiores fortunas do Brasil.
