Inicialmente, em agosto de 1905, quando Bengala estava se preparando para a divisão projetada pelos britânicos para separar as populações hindus e muçulmanas, Rabindranath Tagore caminhava pelas ruas de Calcutá, pedindo a estranhos que trocassem fios nos pulsos. Este era o Raksha Bandhan, e Tagore transformou um ritual doméstico relacionado à proteção dos irmãos pelas irmãs em um ato público de protesto. Hindus colocavam rakhi em muçulmanos, e muçulmanos em hindus, e embora a tentativa da administração colonial de criar uma divisão através da Partição de Bengala tenha encontrado resistência nas ruas por um dia, ela encontrou uma resposta na forma de um fio de seda. Este gesto tornou-se uma reação de Tagore à estratégia de 'dividir para governar', que, em sua opinião, ameaçava os fundamentos do movimento nacionalista; em suas mãos, o rakhi deixou de ser apenas um costume familiar e se tornou um símbolo de uma união comum e inegável entre as comunidades.
Festival com faturamento
A Confederação de Comerciantes de toda a Índia (CAIT) estima que o comércio de rakhi na Índia neste ano pode atingir quase 25.000 crores de rupias. O faturamento mais amplo associado ao Raksha Bandhan, incluindo doces, frutas secas, presentes, roupas, eletrônicos, artigos de decoração e puja, bem como outros produtos festivos, deve ultrapassar 30.000 crores de rupias em escala nacional. Apenas Delhi, segundo estimativas, gerará cerca de 4.000 crores de rupias, sendo que grandes mercados como Chandni Chowk, Sadar Bazar, Karol Bagh, Lajpat Nagar, Kamla Nagar, Rajpuri Garden, Gandhi Nagar, Hari Baoli e Laxmi Nagar demonstram maior atividade de compra antes do Raksha Bandhan. Esses números são estimativas da CAIT, baseadas em dados de comerciantes e associações comerciais, e não em dados de mercado verificados.
