Banco Central do Uzbequistão planeja reduzir a inflação para 5% até o próximo ano
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Banco Central do Uzbequistão planeja reduzir a inflação para 5% até o próximo ano

O Banco Central do Uzbequistão espera reduzir o nível de inflação de 6,5% atual para a meta de 5% no próximo ano. Isso foi declarado pelo presidente do Banco Central, Timur Ishmetov, durante uma entrevista à Financial Times no Fórum de Finanças e Tecnologia da Rota da Seda em Tashkent.

Comentando uma década de liberalização econômica, Ishmetov observou que o Uzbequistão revogou restrições na conta corrente e garantiu a conversibilidade total da moeda, mantendo ao mesmo tempo uma abordagem conservadora na conta de capital. A desregulamentação precoce dos preços, incluindo reformas tarifárias de energia, levou temporariamente a inflação acima de 20% em 2017, após o que o aperto monetário reduziu gradualmente esse indicador para os atuais 6,5%.

Ele também enfatizou que o Fundo Monetário Internacional reclassificou oficialmente o regime cambial do Uzbequistão como flutuante, chamando isso de um marco importante das reformas cambiais de uma década. Confirmando o compromisso com a taxa de câmbio flutuante, Ishmetov declarou que o Banco Central não voltará a gerenciar a taxa de câmbio para estabilizar o fluxo de investimentos estrangeiros ou a volatilidade do mercado.

Ele salientou que os riscos devem ser gerenciados por meio de investimentos diretos estrangeiros de longo prazo, expansão do financiamento em moeda local e estímulo ao crescimento econômico interno, em vez de depender exclusivamente de empréstimos externos.

Reformas Estruturais e Gestão de Riscos

No âmbito da próxima fase de transformações estruturais, o Banco Central e o FMI desenvolveram um roteiro de liberalização da conta de capital, que será publicado após coordenação interdepartamental para garantir clareza aos investidores internacionais. O foco principal continua sendo o fortalecimento da gestão de riscos e das garantias regulatórias para lidar com a potencial volatilidade cambial.

Em relação aos riscos inflacionários, Ishmetov notou que os fatores internos foram amplamente eliminados graças à desregulamentação de preços, enquanto as principais ameaças agora estão ligadas a choques externos de oferta, como flutuações nos preços mundiais de alimentos e energia. Para mitigar a pressão da oferta, o Banco Central colabora com o governo para garantir corredores comerciais alternativos e aumentar a produção com substituição de importações internamente.

Para reduzir a dependência de dívida em moeda estrangeira, o Uzbequistão está cada vez mais migrando para o financiamento em moeda nacional. Após a emissão de 'Títulos de Samarcanda' em som para a Corporação Internacional de Cooperação Financeira em 2019, o Ministério das Finanças começou a emitir títulos euro em moeda nacional, e todos os empréstimos do Ministério das Finanças este ano são denominados em som. Os bancos comerciais também aumentam a emissão de títulos em moeda local, o que é facilitado pela estabilidade da taxa de câmbio e pela confiança dos investidores em uma inflação consistentemente baixa a longo prazo.

Setor Financeiro e Cooperação Internacional

Na área de regulamentação do setor financeiro, o Banco Central alinhou os padrões de capital e liquidez com os quadros internacionais e planeja converter toda a contabilidade financeira dos bancos comerciais para os padrões IFRS no próximo ano. Simultaneamente, novas exigências de risco cambial estão sendo introduzidas para bancos com posições não cobertas.

Quanto à diversificação de investimentos estrangeiros, Ishmetov confirmou que a China permanece um grande parceiro econômico devido à proximidade geográfica, mas o Uzbequistão está ativamente expandindo a interação econômica com a Europa e os Estados Unidos. Além disso, ele destacou o potencial da Ásia Central como um destino de investimento unificado, observando que a integração econômica regional pode formar uma economia unificada avaliada em cerca de um trilhão de dólares.

Ishmetov reafirmou a independência operacional do Banco Central em questões de decisões sobre taxas de juros e política cambial, declarando que o regulador manterá uma política monetária moderadamente restritiva, orientada para a sustentabilidade econômica de longo prazo em meio à incerteza global do mercado.

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