Equipe feminina de críquete dos Emirados Árabes Unidos alcança progresso significativo ao participar de três Copas Asiáticas
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Equipe feminina de críquete dos Emirados Árabes Unidos alcança progresso significativo ao participar de três Copas Asiáticas

A equipe feminina dos Emirados Árabes Unidos (EAU) percorreu um longo caminho de desenvolvimento: de uma derrota por nove pontos em seu primeiro jogo internacional em 2007 à participação em três Copas Asiáticas.

Neste percurso, a equipe vivenciou tanto sucessos quanto fracassos, incluindo a decepção de quase não conseguir entrar na seleção para o Campeonato Mundial T20 de 2024. No entanto, o espírito da equipe e o apoio das famílias de cada atleta permaneceram inabaláveis.

A capitã dos EAU, Esha Oza, destacou que a participação na Copa Asiática Feminina T20 de 2026 em Dubai é um momento enorme. Isso lhes dá a oportunidade de apresentar seu país à família, amigos e treinadores que notaram seu talento pela primeira vez na escola.

Em entrevista ao Khaleej Times, Esha compartilhou seus sentimentos: «Acho que jogar em um torneio tão grande em casa, diante da nossa família e amigos, será uma experiência incrível. Sabemos que eles virão nos apoiar em cada jogo, e será surreal jogar em nosso estádio local diante de todos eles em uma arena tão grande. Estamos todos muito animados com o início e esperamos dar uma boa luta a todas as equipes e avançar para a próxima fase do torneio, com o apoio de todos ao nosso redor».

A maioria das jogadoras nunca viu como era apoiada em grandes torneios internacionais, pois suas duas primeiras participações na Copa Asiática (em 2022 e 2024) ocorreram no Bangladesh e em Sri Lanka. Esha acrescentou: «Nunca vimos toda a nossa família e amigos vindo nos assistir pessoalmente. Na maioria das vezes, jogávamos em outros países, e alguns pais iam aos jogos, mas nunca era um grupo completo. Aqui, acho que simplesmente ver todos eles sentados nas arquibancadas lotadas nos apoiando realmente nos motiva a tentar ainda melhor».

Como batedora experiente e vencedora do prêmio ICC Jogadora do Mês, Esha busca inspirar mais jovens garotas nos EAU a praticar críquete. Ela acredita que durante o torneio haverá muita atenção sobre elas, o que é uma ótima chance de encorajar mais meninas nos EAU a pegar um taco e uma bola. «Veremos muito mais meninas e meninos pequenos vindo nos apoiar e assistir, e espero que possamos inspirá-los a pegar um taco e uma bola no futuro».

Na opinião de Esha, a participação no Campeonato Asiático de oito equipes será um forte estímulo para a juventude. Ela reconheceu que competirão contra muitas equipes ranqueadas e líderes asiáticos, mas este é um objetivo que buscam. «Se não estabelecermos esse objetivo, não avançaremos em lugar nenhum», declarou Esha.

No Grupo B, os EAU disputarão uma vaga nas semifinais junto com Sri Lanka, Bangladesh e os debutantes da Indonésia. Esha afirmou que o objetivo mínimo é chegar às semifinais e, depois, talvez à final. «Acho que esta será uma mensagem maravilhosa para as jovens garotas que praticam críquete nos EAU, de que há oportunidades para todos. Elas podem ir ao estádio, ver ídolos ao vivo, criar memórias e amar o jogo, e então, finalmente, querer entrar em campo e representar seu país».

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